Copasa segue com equipes no Rio Grande do Sul e homenageia profissionais que retornaram

Colaboradores auxiliaram na retomada do abastecimento das cidades de Santa Tereza, Muçum e Porto Alegre

Passados mais de 40 dias do início dos trabalhos da Copasa no Rio Grande do Sul, as equipe seguem trabalhando para normalizar o abastecimento de água no Estado, castigado pelas enchentes dos últimos meses. Os profissionais da Companhia mineira atuam em diversas manutenções eletromecânicas e hidráulicas, ajudando a restabelecer painéis elétricos, quadros de comando e bombas das estações de bombeamento de água pluvial, estação de bombeamento de água bruta e tratada.

No final de maio houve uma troca de equipes, e os profissionais que retornaram dessa intensa jornada nas cidades gaúchas voltaram com mais experiência, solidariedade e senso de dever cumprido. Em razão disso, a unidade da Copasa que atua no Vale do Aço homenageou, em Ipatinga, dois desses técnicos que residem na região.

O técnico químico de produção Marden Henrique da Silva e o técnico em eletromecânica Ézio Moura de Oliveira tiveram nessa segunda-feira (17/06) um café da manhã especial oferecido pelos colegas da empresa. Eles foram ainda homenageados com placas pelos serviços prestados no Sul.

O superintendente da Unidade de Negócio Leste da Copasa, Albino Campos, destacou o empenho dos colaboradores. “Foi e está sendo realizada uma grande força-tarefa pela Copasa, no Sul do país, para recuperar o estado dos gaúchos, em razão das fortes chuvas que assolaram a região. Essa ação humanitária, na qual fizeram parte os empregados da unidade, contou com a integração de empregados de várias empresas de saneamento do Brasil, com um único objetivo: minimizar os impactos sofridos pelos gaúchos, com a retomada do abastecimento público de água. Só temos a agradecer aos nossos dois colaboradores que não hesitaram em aceitar ao convite, nos representando e cumprindo com esta missão de solidariedade”, disse.

No decorrer do bate-papo com os colegas, os técnicos compartilharam um pouco da experiência em trabalhar na retomada do funcionamento das elevatórias de água bruta e tratada e Estações de Tratamento de Água (ETAs) no Sul do país.

“Quando chegamos no Rio Grande do Sul, no dia 5 de maio, parecia que estávamos em um cenário pós-guerra. Estava tudo alagado e destruído. No primeiro contato que tivemos com os colegas da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), parecia que eles estavam abalados de tal forma que não sabiam o que fazer. Então, nosso primeiro trabalho foi de acalmá-los e de resgatarmos todos para a realidade. Conversamos com todos e também com os colegas das demais empresas de saneamento que estavam lá para ajudar, como a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), a Companhia Catarinense de Água e Saneamento (Casan) e a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). Só aí conseguimos montar um plano de ação e começamos a trabalhar”, contou Marden.

Ézio Moura de Oliveira lembrou o respeito e a satisfação dos gaúchos ao recebê-los logo que chegaram no estado. “Começamos a atuar em Santa Tereza e Muçum. Estas duas cidades tiveram muitos impactos quanto ao nível de destruição. Chegamos naqueles municípios levando alívio para as pessoas, pois elas não tinham água tratada para beber e limpar as coisas. Os desafios foram aparecendo e fomos enfrentando no decorrer do tempo e dando solução rápida para a sociedade. Lembro de encontrar com algumas pessoas nas ruas e elas nos agradeceram por estarmos lá ajudando a resgatar a dignidade delas. Nestas duas cidades, as pessoas ficaram muito satisfeitas com a nossa presença. Foi muito marcante”, destacou.

O técnico em eletromecânica ficou 32 dias no Rio Grande do Sul. Após uma semana em solo gaúcho, a missão passou a ser na capital daquele estado. “Em Porto Alegre o desafio era colocar água tratada na cidade e fazer o escoamento das águas pluviais da cidade que estava toda alagada. Atuei em conjunto com a equipe da Casan para colocar em funcionamento a principal Estação de Tratamento de Água (ETA) da cidade, que é a ETA Moinhos. Também trabalhamos nas elevatórias de bombeamento de águas pluviais. Aos poucos, os trabalhos deram resultado positivo em relação ao abastecimento e ao escoamento da água pluvial. Foi uma honra ter participado desta missão. Fiquei muito satisfeito como pessoa e também como empregado por ter levado o nome da Copasa para outro estado”, enfatizou Ézio.

Marden também ressaltou que a experiência no Rio Grande do Sul o fez ver a vida de forma diferente. “Ficou muito evidente a questão humanitária naquele local. Vivemos em estados diferentes, mas somos todos iguais, e sem água somos miseráveis, estamos todos na mesma condição. Somos seres humanos e temos a responsabilidade de cuidarmos um do outro. Comentei com alguns colegas que chegamos no Sul de uma maneira e saímos com outra mentalidade, totalmente diferente. Agregamos muitas coisas, principalmente a questão da humanidade. A solidariedade ficará gravada em nossos corações”, finalizou.

 

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