Com patrocínio da Copasa, jovens músicos apresentaram repertório que foi de Luiz Gonzaga a temas natalinos e levaram a música do hall do museu para o ar livre
Quem caminhava pelas ruas de pedra de Tiradentes neste fim de semana sentiu a cidade pulsar em um ritmo diferente. O Museu de Sant’Ana, guardião de séculos de devoção e arte, abriu suas portas para a vitalidade da Orquestra Jovem Gerais.
O encontro entre a arquitetura colonial e a música instrumental transformou a tarde em um espetáculo de sensibilidade, viabilizado pela parceria fundamental da Copasa, que reforça seu compromisso com a cultura mineira ao patrocinar tanto a orquestra quanto o museu que a acolheu.
A apresentação foi uma celebração da identidade brasileira costurada pelo espírito de fim de ano. No hall do museu, a acústica favoreceu um repertório que viajou pelas raízes do país. A orquestra trouxe a energia vibrante do nordeste com “Feira de Mangaio”, de Sivuca, e o “Medley de Clássicos do Baião”, de Luiz Gonzaga, lembrando que a cultura brasileira é feita de festa e força.
A sofisticação da música popular também teve seu lugar de destaque. Os jovens músicos executaram com precisão a elegância de Tom Jobim em “Chega de Saudade” e a genialidade de Pixinguinha no “Medley O Fino do Passado”. O público ainda se emocionou com a grandiosidade de “Aquarela do Brasil”, de Ary Barroso, e a cadência do samba em “Viola em Desfile”, de Paulinho da Viola.
Quando as melodias de Natal começaram, o clima de comoção tomou conta do ambiente. Fugindo do óbvio, o repertório equilibrou clássicos universais, como “Noite Feliz” (Joseph Mohr) e “Bate o Sino” (James Lord Pierpont), com a melancolia esperançosa do natal brasileiro retratado por Assis Valente em “Anoiteceu” (Boas Festas). Canções como “Deixei meu sapatinho” e a mensagem de paz de “Então é Natal” completaram a atmosfera de renovação.
Mas a música não coube apenas entre quatro paredes. Em um movimento espontâneo que quebrou a barreira entre artistas e público, a Orquestra Jovem Gerais levou seus instrumentos para fora, ocupando o Largo de Sant’Ana. A apresentação ao ar livre pegou de surpresa os turistas que passeavam pela cidade histórica. O que era um passeio turístico virou plateia improvisada, com visitantes parando para ouvir, filmar e aplaudir o talento dos jovens sob o céu de Tiradentes.
O evento reafirmou o papel transformador da arte e a importância do apoio institucional. A presença da Copasa como parceira estratégica permitiu que o patrimônio histórico e o futuro — representado por cada jovem músico — se encontrassem em perfeita harmonia, provando que investir em cultura é manter viva a alma de Minas Gerais.








