Bolsistas do programa de pós graduação em Inovação Tecnológica da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), acompanhados pelos professores Adriano Borges, Alberto de Figueiredo e João Eduardo, participaram de uma aula prática na Estação de Tratamento de Água (ETA-Morro Redondo), localizada no bairro Belvedere, em Belo Horizonte. Na ocasião, o grupo pôde conhecer, através de um modelo representativo, como é o funcionamento do sistema de distribuição de água, bem como a finalidade dos diversos dispositivos de controle e monitoramento necessários para fazer a água chegar à casa das pessoas.
Os engenheiros Gabriela Correia e Samuel Rodrigues, da Unidade de Serviço de Macrooperação de Água (USMA), e Alexandre Diniz, da Unidade de Serviço de Desenvolvimento Tecnológico (USDT), que participam do programa de pós graduação da UFMG, acompanharam e auxiliaram o supervisor de eletromecânica da USMA, Luiz Lima, especialista em válvulas, a demonstrar como são feitos os ajustes utilizando válvulas, manômetros e outros dispositivos posicionados em pontos calculadamente estratégicos para manter estável o sistema que possui tubulações de diferentes diâmetros e pressões.

O engenheiro Alexandre Diniz explicou que, apesar de funcionar de maneira completamente mecânica, com dispositivos analógicos, envolvendo uma operação in loco, o modelo apresentado retrata bem o funcionamento da maioria dos sistemas atuais da Companhia. “Essa é uma realidade que deverá ser modificada. Diante dos desafios inerentes ao próprio setor de saneamento, principalmente a partir das exigências do novo marco legal do saneamento, a Copasa tem trabalhado para inserir cada vez mais o processo de digitalização na empresa, conforme já está em curso em praticamente todos segmentos industriais”, informou. Alexandre contou também que, desde 2018, a Companhia tem realizado diversas ações de padronização, prospecção de tecnologias, capacitação e diversos desenvolvimentos internos, com intuito de utilizar cada dia mais tecnologia e otimizar as atividades na empresa.
A engenheira Gabriela Correia relatou que um dos pontos de estudo será a telemetria/automação de Válvulas Redutoras de Pressão (VRP), que são equipamentos muito úteis para os controles de pressão nas redes da Copasa. “Existem algumas soluções de mercado e na própria Copasa, porém, o objetivo é massificar a telemetria visando otimizar as ações das equipes de manutenção, planejamento, engenharia e outras”, revelou.
Gabriela destacou que a iniciativa de mostrar aos bolsistas da UFMG a realidade da Copasa, comprovou que é possível pensar em soluções que sejam aderentes às necessidades da empresa. “Os desenvolvimentos feitos pelos bolsistas vão ao encontro das necessidades da Copasa e, ainda, irão contribuir para os projetos de mestrado que nós da empresa, como participantes do programa de mestrado, estamos trabalhando”, revelou.
Sobre o convênio

O convênio entre Copasa e UFMG foi firmado em dezembro de 2022 e planejado para ter duração inicial de 36 meses, contemplando a participação de empregados no programa de mestrado da universidade. As atividades iniciaram em 2023, com os engenheiros Alexandre Diniz (USDT), Samuel Rodrigues (USMA) e Gabriela Correia (USMA) cursando disciplinas isoladas do programa para, posteriormente, iniciar o mestrado.
A iniciativa, que prevê o desenvolvimento de ações modernizadoras em barragens, estações de tratamento e sistema de distribuição de água, vem da necessidade promover e impulsionar dentro da Copasa uma transformação digital com a implantação de ferramentas mais tecnológicas e soluções inovadoras, além de promover a capacitação e o fortalecimento do corpo técnico da Companhia, com uma relação custo-benefício que justifique o emprego dessa modernização na empresa.









