A Copasa concluiu neste mês em Centralina, no Triângulo Mineiro, a instalação de um “tanque pulmão”, equipamento utilizado para armazenar emergencialmente o efluente em situações de falha no sistema de esgotamento sanitário, evitando o extravasamento na natureza.

A estrutura começou a ser construída em agosto deste ano e está avaliada em R$ 610 mil. O tanque está instalado junto à elevatória, máquina que recebe e bombeia os efluentes provenientes do uso doméstico para a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). Ele funciona como uma contenção provisória, ou seja, um espaço de armazenamento de emergência.
O gerente regional da Copasa, Júlio Cézar Silva, explicou os benefícios no sistema de tratamento. “A nova estrutura reforça a segurança do processo ao evitar extravasamentos de esgoto na natureza, favorecendo a preservação da fauna e da flora, consequentemente, estimulando a perenidade do meio ambiente”, disse.
Manoel Silva, encarregado do polo regional da Copasa, destacou que o tanque ainda otimiza a operação de esgotamento sanitário, uma vez que viabiliza o escoamento de esgoto sem grandes variações de volume. “Tal fator minimiza a sobrecarga dos equipamentos, prevenindo danos operacionais. Como reflexo, obtém-se um tratamento cada vez mais eficiente”, disse.
Desde 1980 a Copasa opera em Centralina, quando assumiu os serviços de abastecimento de água. Em 2013 iniciou também a operação do sistema de esgotamento sanitário. A ETE da cidade recebe o esgoto de 3.074 imóveis. Com capacidade para tratar até 50 litros por segundo, cerca de 1,38 milhão de litros de esgoto são tratados diariamente.
Ideia difundida
A iniciativa também foi adotada em outros municípios. Em Patos de Minas, por exemplo, um “tanque pulmão” foi instalado em uma elevatória construída recentemente e entrará em operação em breve, com as obras de ampliação do sistema de esgotamento sanitário do município.
Qualidade de vida
O tratamento do esgoto proporciona inúmeros benefícios. Para a sociedade, contribui para a melhoria da saúde da população em geral, prevenindo doenças causadas por água contaminada.
Para o município, reduz gastos públicos com saúde, e melhora o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), promovendo a valorização do potencial turístico local e proporcionando maior atração de investimentos privados para a cidade.
Já para o meio ambiente, favorece a despoluição de cursos hídricos, ajudando na conservação da natureza para que dela possam desfrutar as gerações atuais e futuras.











