A Copasa concluiu as obras para ampliação e melhoria do sistema de abastecimento de água de Fronteira, cidade turística que fica na mesorregião do Triângulo Mineiro. As intervenções foram iniciadas em março de 2022 e estão avaliadas em R$ 21,5 milhões. Cerca de 18 mil pessoas foram beneficiadas. A mobilização também gerou 70 empregos diretos e indiretos, contribuindo para a movimentação da economia local.

O aporte permitiu à Companhia aprimorar a elevatória de água bruta, bomba responsável por impulsionar a água da captação, realizada na represa Marimbondo até a Estação de Tratamento de Água (ETA); construir uma adutora de 546 metros – rede de grande diâmetro por onde a água captada passa até chegar à ETA; implantar três elevatórias de água tratada – unidades que enviam a água da ETA para os reservatórios; instalar uma nova ETA; colocar em operação três novos reservatórios, sendo um no bairro Distrito Industrial que atenderá esta mesma região, outro que atenderá o bairro Santo Antônio, também conhecido por Lagoa Seca, e mais um no bairro Veraneio. Juntos, essas grandes caixas d’água poderão comportar até 300 mil litros. Ainda foram construídos 28.380 metros de redes de distribuição, que conduzem a água tratada até os imóveis; e instaladas 195 novas ligações – pontos de conexão de casas e prédios às tubulações de fornecimento de água da Copasa.
Júlio Cézar Silva, gerente regional da Copasa, falou sobre os benefícios das intervenções. “Com essas mobilizações, os reservatórios darão suporte aos imóveis por mais tempo, em casos que demandarem a interrupção do fornecimento para execução de alguma manutenção programada ou emergencial, e a normalização do fornecimento ocorre de forma mais célere”, explicou.
Inovações
A nova ETA é fabricada em aço inox, diferente das convencionais, feitas de concreto. Esse material proporciona maior facilidade na manutenção, além de aumento da vida útil do equipamento. Com capacidade para tratar até 57 litros por segundo, este equipamento é responsável por fazer a inserção de microbolhas de ar na água em processo de tratamento, as quais resultam na formação de flocos de resíduos, retirados com a ajuda de aparelhos chamados de raspadores.

Natália Silva, gerente de projetos responsável pela obra, contou as vantagens da novidade. “Esse processo aumenta a eficiência do tratamento, especialmente em relação às algas existentes da lagoa da usina Maribondo, onde a água é captada. Além disso, diminui significantemente o consumo de água para lavagem dos filtros, uma vez que o processo de flotação diminui a quantidade de resíduos que vão para a etapa de filtragem, resultando em menor necessidade de higienização”, pontuou.
Em Fronteira, ao chegar na ETA, a água recebe a adição de produtos para eliminação de microrganismos. Depois, segue pelo novo equipamento floculador. Na sequência, ela é filtrada e, por último, recebe o cloro e o ácido fluossilícico para garantir sua qualidade antes que seja distribuída à população.










