A Copasa finalizou, na primeira quinzena de novembro, os murais do Arte nas Águas de Minas, em Pompéu. As obras estamparam em um dos maiores reservatórios de água da Companhia na cidade, tornando-o ainda mais bonito. Os artistas imprimiram sua ótica singular sobre as águas que moldam a vida, a cultura e a identidade do município.
A criatividade que resultou em uma cidade mais colorida, veio de três mentes brilhantes. A artista visual Sara Silva pintou “Águas que me Atravessam” e visou uma arte sensível à energia feminina e ao fluxo vital que move territórios e comunidades. O designer gráfico lan Martins idealizou “Peixe dentro d’água” e uniu tradição ribeirinha e paisagem urbana, conectando os peixes, a Igreja Matriz e os símbolos que contam a história de quem vive às margens do rio.
Já o artista convidado, Caio Aguiar é pesquisador e produtor cultural, natural de Ourém, do interior da Amazônia Paraense. Suas autorias transitam entre grafite, muralismo, tatuagem e fotografia. Ele desenhou “Banho de rio”, que mergulha em ancestralidade, espiritualidade e força feminina, com um rito de águas vivas que acolhem, curam e celebram.
Orestes Menezes, responsável pela Copasa em Pompéu, elogiou a iniciativa. “Além de tornar a cidade mais bonita e destacar nossas unidades, a arte também tem cunho educativo, considerando que chama a atenção da população para a importância de preservação da água. E água é vida”, destacou.
Para a APPA Cultura e Patrimônio, organizadora do evento, o projeto vai além. “Cada mural é um gesto de cuidado com aquilo que nos sustenta: a água como memória, origem e futuro coletivo. Cada traço e cada conversa durante o processo mostraram como a arte pode unir uma comunidade e inspirar novas formas de cuidar daquilo que nos move: a água, a memória e o território”.
A população também apoiou a ideia. “Pompéu ainda é uma cidade muito conservadora. É muito importante trazer esse tipo de arte, porque expande nossa visão e nos dá outras ideias. Assim a cidade tem uma inspiração diferente. No meu ponto de vista, é uma excelente ideia, com impacto positivo e que promove reflexão”, ressaltou o morador Michael Afonso.
Realização dos trabalhos
Idealizado no ano passado, em sua primeira edição, o projeto Arte nas Águas de Minas trouxe ainda mais beleza às cidades de Divinópolis, Contagem, Araxá, Pouso Alegre, Montes Claros e Coronel Fabriciano, entre outubro de 2024 e março de 2025.
Nesta segunda edição, iniciada em junho, além de Pompéu, já ficaram mais coloridas as cidades de Alfenas, Brasília de Minas, Teófilo Otoni e Frutal. Também será contemplado o município de Belo Horizonte, em dezembro.
Dessa vez, no total, 18 artistas foram reunidos, sendo eles seis nacionais, selecionados pela curadoria de Juliana Flores, e 12 locais, escolhidos por edital nas cidades participantes. Em cada etapa, dois artistas da região dividem muros com nomes de renome nacional, promovendo troca cultural e engajamento comunitário.
Apoio e coordenação do projeto
A Arte nas Águas de Minas é uma iniciativa pioneira da APPA – Cultura & Patrimônio, com patrocínio da Copasa e apoio do governo federal (Governo Brasil, do lado do povo brasileiro). Na primeira edição estiveram presentes grandes nomes, como Bicicleta Sem Freio, Juliana Gontijo, Ramon Martins, Fênix, Bozó Bacamarte, Luna Bastos, entre outros.
Sediada em Belo Horizonte, a associação não tem fins lucrativos e almeja promover iniciativas artísticas, culturais e patrimoniais que favoreçam o desenvolvimento socioeconômico. Com mais de 30 anos de atuação, já realizou mais de 240 projetos, consolidando-se como referência na gestão de pautas desse cunho.”











