Copasa conclui mais um processo da perfuração do novo poço em Frutal

A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) se prepara para realizar os testes de vazão do novo poço de Frutal. A previsão é que as atividades ocorram ainda no mês de novembro. A perfuração da fonte, que atingiu 1.202 metros de profundidade, foi iniciada no final de março deste ano e concluída no último dia 8 de outubro.

As primeiras obras estão avaliadas em R$6,8 milhões, considerando a estrutura necessária para equipar a unidade após realização dos testes de vazão, estima-se que o aporte pode chegar a R$12 milhões.

O gerente regional da Copasa, Júlio Cézar Silva, comemorou o término das intervenções. “É uma alegria muito grande concluir a primeira parte do processo, pois esta será a terceira fonte de abastecimento independente de Frutal. Estamos nos esforçando para garantir a segurança hídrica para as gerações atuais e futuras”. Ele ressaltou ainda que a Companhia não tem medido esforços para oferecer excelência na prestação de serviços.

Assim que a perfuração foi concluída, a empresa iniciou a implantação do filtro (tubulação de ferro galvanizado por onde a água adentra o poço) e do pré-filtro (areia e arenito que ajudam na purificação da água captada). Já entre 16 e 18 de outubro, as equipes promoveram o desenvolvimento do poço, processo em que ar comprimido é injetado no interior da fonte com o auxílio de compressores, a fim de eliminar os primeiros litros de água captada. É um procedimento padrão que funciona como uma espécie de limpeza de caixa d’água, porém, em grande escala.

Já na quinta-feira (19/10), a Copasa deu início ao desmonte da estrutura utilizada na perfuração do poço. Tão logo a aparelhagem seja removida, um guindaste será instalado no local, para auxiliar na implantação de um tubo edutor (tubulação por onde a água passará no interior do poço, com intuito de sair do subterrâneo e chegar à superfície) e um conjunto motobomba (equipamento que fará a sucção do líquido).

Testes de Vazão
Ainda no mês de novembro, a Companhia pretende realizar os testes de vazão, que consistem em descobrir a capacidade máxima de água que o poço pode fornecer por um período prolongado, sem que isso cause danos ao meio ambiente. Dessa forma, é possível elaborar um estudo que permitirá aumentar a produção de água no caso de crescimento da cidade ou até mesmo descobrir se existe necessidade de perfuração de novos poços.

Para garantir a precisão da medição o trabalho é executado de forma escalonada. “A extração de água é feita por 24 horas ininterruptas. Após o teste, é necessário esperar mais 24 horas para definir o tempo de recuperação do poço. O mesmo processo é repetido outras duas ou três vezes, levando cerca de cinco dias para ser concluído. Faremos, ainda, as análises químicas e testes bacteriológicos, para avaliar a qualidade da água”, explicou Fábio Furlan, engenheiro de operação da Copasa, informando, ainda, que nesse processo também será descoberta a temperatura da água.

Benefícios em longo prazo
A expectativa é que a unidade elimine, definitivamente, quaisquer intermitências no abastecimento decorrentes do aumento expressivo abrupto do consumo de água em períodos de estiagem, garantindo que a população passe pelas épocas de seca sem transtornos.

Consumo consciente

A Copasa ressalta, no entanto, que mesmo com uma maior disponibilidade de água na cidade, o consumo consciente é fundamental, já que este é um recurso não renovável e fundamental à vida no planeta, portanto, a preservação garante o acesso à água às gerações atuais e futuras.

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