Para melhorar cada vez mais a prestação de serviços em Serra do Salitre, na região do Alto Paranaíba, e garantir maior segurança hídrica à população, a Copasa finalizou, neste ano, as melhorias no sistema de abastecimento de água da cidade iniciadas em 2023. Avaliadas em quase R$ 900 mil, as intervenções beneficiaram os cerca de 12 mil habitantes.

A empresa substituiu um conjunto motobomba da unidade de captação, motor responsável por captar a água no manancial. O antigo equipamento tinha capacidade de 23 litros por segundo. O atual é capaz de captar 25 litros por segundo. Com isso, o município já não demanda os dois caminhões-pipa que permaneciam no local para dar suporte ao abastecimento sempre que necessário.
Também foram instaladas duas bombas auxiliares que aumentaram a produção em 4,5 litros por segundo. Antes, a empresa distribuía, em média, 2 milhões de litros de água aos cerca de 4.300 imóveis dos serralitrenses, diariamente. Com as melhorias, a empresa consegue fornecer hoje até 2,4 milhões, uma ampliação de 20% na capacidade de produção.
Anteriormente, a Copasa tinha um contrato vigente com uma empresa responsável pelo fornecimento de grupos geradores quando necessário, além de um gerador na Estação de Tratamento de Água (ETA). Agora, a cidade tem uma máquina exclusiva também para a captação, impedindo que a produção seja paralisada em situações em que ocorram faltas de energia por parte da concessionária responsável.
Igor Ribeiro, encarregado do sistema de Serra do Salitre, falou do comprometimento da Copasa para com a população. “Em 2023 percebemos que haviam oportunidades de melhoria e, desde então, nos mobilizamos para fazê-las. Essas intervenções nos permitiram passar pelo período de estiagem sem enfrentar racionamentos de água, situações que foram comuns durante a crise hídrica histórica vivenciada em nosso país neste ano”, destacou.
Saulo Bernardes, gerente regional da Copasa, explicou os benefícios das atividades executadas. “Além de ter maior segurança elétrica, com um volume maior de água disponível, em situações em que o abastecimento for interrompido, seja emergencialmente para efetuar alguma manutenção corretiva ou de maneira programada para aprimoramentos, a normalização do fornecimento ocorre de maneira mais rápida”, contou.
Upgrades não param
Pensando em aumentar ainda mais a capacidade de produção, a Copasa também perfurou cinco poços, com profundidades que variam de 150 a 200 metros, mas até o momento as estruturas não serão utilizadas, uma vez que apresentam baixa vazão.
Como alternativa, está em desenvolvimento o projeto para implantação de uma nova captação no município, que pode chegar a R$ 30 milhões, além de planejamentos para automação do sistema, permitindo que problemas como vazamentos e falhas eletromecânicas em bombas e reservatórios sejam descobertas com maior agilidade e sanadas antes que comprometam o fornecimento de água para todo o perímetro urbano.











