Os projetos foram apresentados em reunião do Conselho de Infraestrutura da Fiemg.
A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) apresentou aos principais representantes do mercado de construção pesada e de infraestrutura de Minas Gerais o histórico de investimentos da empresa e o planejamento para execução de grandes obras da companhia para os próximos anos no estado. A apresentação foi feita pelo presidente da Copasa, Fernando Passalio, em reunião do Conselho de Infraestrutura (Coinfra) da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), realizada nesta terça-feira (8/7), na sede da federação, em Belo Horizonte.
Na oportunidade, o diretor de Engenharia e Meio Ambiente da Copasa, Pablo Ferraço, destacou as principais obras e grandes investimentos que estão em execução pela companhia. A reunião foi conduzida pelo presidente do Coinfra, Emir Cadar Filho, e teve a participação da secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Mila Corrêa da Costa, do secretário de Estado de Infraestrutura, Pedro Bruno, e de outras autoridades.
“Esta é uma grande oportunidade de reunir os empresários do setor, os tomadores de decisão do lado privado e do lado público, e os maiores fomentadores de infraestrutura dentro do Estado. A grande vantagem do conselho é justamente essa: falar com quem precisa ouvir, e ouvir de quem realmente tem o que dizer”, destacou Emir Cadar.
Salto nos investimentos
O presidente da Copasa, Fernando Passalio, destacou o salto de investimentos da empresa ao longo dos anos e reforçou a importância do setor de construção pesada para a companhia. “Entre 2011 e 2014, a Copasa investiu R$ 3,2 bilhões em obras. De 2015 a 2018, foram R$ 2,1 bilhões, tivemos uma queda. Em 2019, quando houve o início da reestruturação e um novo modo de pensar a gestão da Copasa, os investimentos foram impulsionados e alcançando a média de R$ 1,1 bilhão por ano em média, até o momento. São R$ 7 bilhões investidos em 6 anos, um recorde”, explicou o presidente.
Fernando Passalio ainda reforçou que uma das mudanças estruturantes fundamentais para esse avanço foi a reformulação dos critérios de licitação. Em diálogo direto com a área técnica da companhia, passou-se a adotar a modalidade de julgamento por técnica e preço para obras de maior complexidade. “Com o novo alinhamento, passamos a prestigiar empresas sérias, com histórico e capacidade técnica”, afirmou.
Produtos de aquisição objetiva, como insumos químicos, seguirão sendo adquiridos por menor preço, mas obras passaram a seguir critérios mais rigorosos. “A regra do jogo agora está clara. E os resultados já estão aparecendo”, completou.
O avanço está diretamente alinhado às exigências do novo Marco do Saneamento, que estabelece metas de universalização e exige crescimento sustentável do setor. “Quando há uma obrigatoriedade de crescimento, ela só acontece com empresas organizadas, processos bem definidos e ambiente regulatório sério”, concluiu o executivo.
Compromisso com o desenvolvimento
Na oportunidade, o diretor de Engenharia e Meio Ambiente da Copasa, Pablo Ferraço, apresentou os planos de investimento da Companhia em grandes obras, dentre elas, a ampliação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Onça, da Estação de Tratamento de Água (ETA) do Rio Manso e a instalação do sistema de ultrafiltração no Sistema Rio das Velhas.
“O alinhamento entre áreas técnicas, planejamento estratégico e gestão orçamentária está permitindo à Copasa se consolidar como uma das empresas públicas de saneamento mais eficientes do país, e pronta para os desafios de um setor em transformação”, reforçou o diretor.










