Evento, que é patrocinado pela Copasa, homenageia os vales de Minas e expõe trabalhos de toda Minas Gerais
Onde tem cultura, tem apoio da Copasa. A 35º Feira Nacional de Artesanato começou nesta quarta-feira, no Expominas (avenida Amazonas, 6.200, Gameleira), em Belo Horizonte. O evento, que vai até o dia 8 de dezembro, conta com o patrocínio da Copasa e reúne arte, gastronomia, música e artesanato. Com o tema “Vales de Minas”, este ano é feita uma homenagem aos vales do Jequitinhonha, Mucuri e Rio Doce, além das cidades que circundam o Rio São Francisco. Nos dias 4, 5 e 6 de dezembro, a feira vai funcionar das 14 às 22h. No sábado (7) e domingo (8) o horário será das 10h às 21h.
Grande incentivadora da cultura mineira e local, a Companhia foi a primeira a ser procurada pela organizadora do evento, Tânia Machado, para colaboração. “Quando você enxerga uma empresa, você também enxerga o coração da empresa. O quanto ela é sensível com a causa. Se a Copasa está em quase todos os municípios mineiros, então a Copasa está muito perto do artesão, porque eles estão em todos os municípios. Então a gente sabia que a Companhia ia se sensibilizar com a causa, e com certeza estaria conosco como ela já está há dois anos pelo menos”, afirma a organizadora.
Tânia ainda destaca que os patrocínios são essenciais para a realização da feira, mas que o apoio é mais que financeiro. “Eu não gosto de dizer que o apoio é o dinheiro. Existem algumas empresas que querem patrocinar, mas quando eu olho pra empresa ela não tem nada a ver conosco. Então, eu não gosto do apoio só pelo dinheiro, eu gosto do apoio pelo dinheiro, pela aproximação, por estar junto, por entender o segmento”.
A Feira envolve a cultura de cerca de 110 municípios, criando oportunidades para os visitantes conhecerem as belezas artísticas, gastronômicas, musicais e culturais de Minas Gerais. A expectativa é que cerca de 100 mil pessoas visitem o evento durante os quatro dias. A 35º Feira Nacional de Artesanato beneficia diretamente em torno de 3 mil artesões e gera, temporariamente, cerca de mil e quinhentos empregos.
Pelo olhar do artesão

Dispostos em diversos stands e representando cidades de Minas Gerais, o interior do Expominas se enche de cultura. Para a artesã, Adriana Xavier, sair da comunidade de Camburiti do Vale do Jequitinhonha para expor a arte é um momento de muita alegria. “Eu me sinto muito feliz de poder representar 47 mulheres e a associação dos artesãos de Coqueiro Campo. Esse é um evento que ajuda muita gente, principalmente a gente de Minas, porque a gente tem a oportunidade de mostrar o nosso trabalho”, afirma a artesã.
Além dos stands, a Feira Nacional de Artesanato dedica um espaço especial à cultura indígena. A professora Gizelma Maria da Silva, de 42 anos, reforça a importância de ter esse espaço para apresentar os trabalhos. “O artesanato é de uma grande importância pra nós, povos indígenas, porque é o nosso sustento. Então, é também um modo da gente mostrar a nossa arte que tem a matéria-prima de lá da aldeia, que é o bambu e a madeira”, afirma a professora.
Para mais informações sobre a feira acesse: www.feiranacionaldeartesanato.com.br









