Durante dois dias, jornalistas de veículos de imprensa sediados em Belo Horizonte puderam conhecer de perto a realidade de mineiros que vivem em uma das regiões de Minas Gerais que mais sofriam com a falta de abastecimento e tratamento de água nas cidades de Januária e Japonvar. Nas duas cidades, o grupo conversou com moradores e ouviram os relatos de como a chegada da água trouxe mais tranquilidade e saúde para os moradores.
Já no primeiro dia o encontro ocorreu na localidade do Lapão, uma comunidade tradicional quilombola que, apesar de estar numa cidade banhada pelo Rio São Francisco, precisava percorrer grandes distâncias para ter água até para suas necessidades básicas.
A presidente da Associação dos Pequenos agricultores quilombolas de Lapão, Estiva e Adjacências, Ana Paula Pereira, recebeu as equipes e contou um pouco da história de como seus pais e avós faziam para garantir que a família tivesse o que beber. A qualidade da água e os problemas de saúde recorrentes são situações que, agora, estão no passado. “Era muito difícil porque o poço ficava longe e a água aqui na região tem muito calcário. Muitos dos nossos vizinhos tinham problemas de pedras nos rins”, lembra.
Um desses casos é o da vice-presidente da mesma associação e produtora de doce, Sandra Moura. Ela diz que as consultas médicas confirmaram que as dores que sentiam eram causadas pelos cálculos renais e que a chegada da água tratada reduziram as dores e trouxeram um alívio a ela e à sua família. “O médico disse que eu não podia mais beber a água do poço porque era isso que causava a dor. Agora, a gente fica mais tranquila para usar a água da Copasa para beber e cozinhar com a certeza de que não vai fazer mal”, conta.
O produtor rural Miguel Arcanjo é um dos moradores mais antigos e também comemora a água com pressão na torneira que permite que ele e sua família possam consumir e fazer a higiene diariamente. “Antes a gente usava a água do poço para tudo: beber, fazer comida, tomar banho e regar as plantas. Agora a gente tem água forte na torneira e isso é muito bom”, resume.
À tarde, o grupo seguiu para o distrito de Melancias, em Japonvar para conhecer as obras que vão garantir segurança hídrica aos moradores da região. No local, conversaram com o presidente da Copasa, Fernando Passalio, além da superintendente da Regional Norte Leste, Melissa Figueiredo e do coordenador do programa Universaliza Minas, João Paulo Rigotto. Eles detalharam como é a atuação das frentes de trabalho e explicaram quais são as maiores dificuldades para levar água às áreas rurais.
“Esse é um investimento que a Copasa faz para levar dignidade aos mineiros que moram em regiões mais remotas. Apesar de termos obstáculos, como a contratação de mão de obra, estamos convictos de que o Universaliza Minas vai chegar para quem mais precisa, onde que que eles estejam”
Fernando Passalio, presidente da Copasa
“Esse é um investimento que a Copasa faz para levar dignidade aos mineiros que moram em regiões mais remotas. Apesar de termos obstáculos, como a contratação de mão de obra, estamos convictos de que o Universaliza Minas vai chegar para quem mais precisa, onde que que eles estejam”








































