Financiamento contratado pela Copasa junto ao Banco Europeu de Investimentos avança

Já são mais de R$ 568 milhões alocados, que estão sendo aplicados para universalizar serviços de saneamento básico e promover o desenvolvimento socioeconômico em Minas

A carteira do financiamento contratado pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) junto ao Banco Europeu de Investimentos (BEI) teve avanços significativos no ano de 2023. São mais 18 projetos aprovados, no valor de aproximadamente R$ 263,67 milhões. Somados as outras alocações ocorridas entre 2020 e 2022, os recursos totalizam em R$ 568,33 milhões, que estão sendo aplicados em 36 empreendimentos voltados para o saneamento básico.

Os recursos alocados pelo BEI reforçam o Programa de Investimentos da Copasa, que prevê destinar R$ 9,76 bilhões entre 2024 e 2028 para universalizar os serviços da Copasa nas áreas de concessão da empresa. O volume de investimentos que a Copasa vem destinando para obras de saneamento é recorde nos últimos cinco anos. Isso porque a Companhia tem perseguido atingir as metas estabelecidas pelo Novo Marco Legal do Saneamento até 2033.

Apenas nos últimos meses, a Copasa alcançou quase 80% da cobertura de esgoto tratado em Minas, sendo que a meta estabelecida pelo Novo Marco é de 90% para esgoto coletado e tratado até 2033. Quanto ao abastecimento, a Copasa atingiu 99,6% de fornecimento de água tratada, superando a meta determinada pelo Novo Marco.

Esse robusto patamar de aportes visa à ampliação dos sistemas de abastecimento de água e de esgotamento sanitário, extensão de redes, segurança hídrica, combate a perdas, desenvolvimento empresarial, atendimento de metas regulatórias e de eficiência, compromissos de concessão assumidos, reposição de ativos depreciados, bem como à consecução do objeto social e da missão da Companhia, garantindo a sustentabilidade e perenidade da empresa e atendendo às demandas dos clientes e do poder concedente, em busca da ampliação da cobertura dos serviços de água e de esgoto.

Foco no esgoto

Os R$ 568 milhões já alocados pelo BEI para a Copasa foram investidos em diversas obras por todo o Estado. Apesar de contemplar projetos para melhorar o abastecimento de água em Betim, Belo Horizonte, Patos de Minas, Santo Antônio do Monte, Mutum, Divinópolis, Ubá, Curvelo, Pouso Alegre e Varginha, bem como ações de redução de perdas de água, a maior parte dos aportes está sendo destinada aos serviços de coleta e tratamento de esgoto, buscando a ampliação da cobertura com coleta, interceptação dos esgotos gerados e implantação de novas Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs). Essas ações colaboram para a qualidade dos corpos d’água, para a saúde e para a qualidade de vida da população atendida.

Das 32 obras em andamento ou concluídas, 19 são para a expansão do sistema de esgotamento sanitário em Caratinga, Diamantina, Felixlândia, Santana do Paraíso, São João Nepomuceno, Visconde do Rio Branco, Campanha, Divinópolis, Guimarânia, Buritis, Patos de Minas, Iturama, Santa Luzia e em distritos do município de Ubá. Além da implantação de redes coletoras, interceptores, estações elevatórias e ligações prediais de esgoto, estão sendo construídas 8 novas ETEs e ampliadas ou melhoradas outras 4 estações.

Benefícios do tratamento de esgoto

O tratamento de esgoto proporciona benefícios sociais, econômicos e melhoria das condições de saúde das pessoas. Entre outras vantagens, o sistema de esgotamento sanitário possibilita ao município receber o ICMS Ecológico, como forma de incentivo para a criação de mais áreas de preservação ambiental ou para a melhoria das condições dos atuais espaços existentes, proporcionando melhora na vida da população local.

Importante destacar que a destinação adequada do esgoto evita a propagação de doenças de veiculação hídrica, melhora o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e traz mudanças positivas nos aspectos urbanísticos, com a consequentemente valorização imobiliária e o crescimento socioeconômico da cidade e da região.

Outro benefício gerado pelas obras é o incremento da arrecadação dos municípios, que estão recolhendo os Impostos Sobre os Serviços (ISS) prestados pelas empresas contratadas pela Companhia. Neste cenário, são gerados empregos diretos, além da aquisição de materiais e equipamentos e da contratação de serviços indiretos nas cidades, o que gera receita e movimenta o comércio local.

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