Evento ocorre entre os dias 28 e 30 de agosto, em Recife, e tem como objetivo proporcionar a troca de conhecimentos na área
Cinco trabalhos da Copasa foram selecionados para apresentação no 21º Simpósio Luso-Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental (Silubesa), que ocorre entre os dias 28 e 30 de agosto, em Recife. O evento é organizado pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), em parceria com a Associação Portuguesa dos Recursos Hídricos e a Associação Portuguesa de Engenharia Sanitária e Ambiental.
O Seminário, que tem como tema central nesta edição “Água e Nosso Futuro”, é um espaço para troca de conhecimento e discussão sobre temas relacionados à Engenharia Sanitária e Ambiental, contando com a participação de executivos, engenheiros, pesquisadores e demais profissionais ligados ao setor. A programação do evento inclui painéis e apresentações de trabalhos técnicos.
Para os empegados da Copasa que estarão presentes, a participação em um evento como esse contribui positivamente para a reputação da empresa junto à comunidade científica, especialmente por se tratar de um seminário internacional. Além de ser uma oportunidade para trocar ideias, receber feedback, aperfeiçoar os trabalhos e até mesmo estabelecer parcerias estratégicas com outros atores da área.
Reaproveitamento do lodo de esgoto

Evilânia Alfenas Moreira, da Unidade de Serviço de Controle Ambiental (USCA), e Frieda Keifer, da Unidade de Serviço de Desenvolvimento Operacional Qualidade e Energia (USQE), apresentam trabalho cujo foco é a análise da viabilidade ambiental do uso de lodo de Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) na produção de fertilizante orgânico.
“O tratamento de efluente é condição para a sustentabilidade da vida no planeta, pois com o aumento populacional, cada vez mais efluentes são gerados e maior é o nível de poluição das águas. Então, o tratamento do efluente é a alternativa para a manutenção da qualidade dos cursos d’água; e como consequência natural do processo temos a geração do lodo. Assim sendo, o aproveitamento do lodo é condição para a sustentabilidade do processo, caso contrário resolvemos um problema criando outro, ou seja, o problema da disposição do lodo”, explica Evilânia.
O trabalho apresentado por Raniel Jesus da Silva, do Núcleo de Frutal da Unidade de Serviço de Apoio Operacional Oeste (USOO), e por Carlos Breno Oliveira, da USQE, também trata de aproveitamento do lodo. A dupla irá apresentar o trabalho desenvolvido para transformar o lodo gerado da Estação de Tratamento de Esgoto em Pirajuba em um biossólido que possa ter sua utilização para produção de mudas e na agricultura.

Para Carlos Breno, essa é uma oportunidade de “demonstrar que a Copasa investe em ações de pesquisa e inovação voltadas para práticas sustentáveis de transformação do lodo em biossólido e aos conceitos de ESG (sigla que se refere às questões ambientais, sociais e de governança corporativa),”, além de possibilitar “conhecer novos processos e realizar benchmarking, buscando aprendizado profissional e, posteriormente, avaliar as possibilidades de replicação das práticas positivas na Copasa”.
Impacto do voluntariado
O impacto do programa de voluntariado da Copasa na gestão empresarial, com foco em iniciativas sociais, ambientais e de governança, particularmente no saneamento ambiental e nas mudanças climáticas, é o tema do artigo que tem como autor Ederson Pereira dos Passos, da Unidade de Desenvolvimento Sustentável (USDS).
“A pesquisa avaliou como o programa Voluntários da Copasa contribui para o engajamento de talentos, o desenvolvimento de habilidades e competências dos empregados, e a consolidação de uma cultura organizacional robusta. O estudo também investigou a satisfação dos empregados com o programa, correlacionando sua participação com o aumento do engajamento e da satisfação nas atividades cotidianas”, destaca. O trabalho tem ainda como coautores a gerente da USDS, Luciana Barbosa, e os empregados da Unidade Luciana Campos, Leonardo Gualberto e Robson Cesário.

Redução de perdas
Já Felipe Marchisotti e Roberto de Sousa Oliveira, empregados da Unidade de Serviço de Hidrometria e Perdas (USHP), levam para o 21º Silubesa a experiência da Copasa na redução de perdas em áreas de vulnerabilidade social, situadas na Região Metropolitana de Belo Horizonte, por meio de um contrato de performance.
“O trabalho demonstra uma iniciativa concreta para a redução de perdas e para a formação da população para o consumo responsável. Os benefícios decorrentes das ações à população local também contribuem para o seu futuro ao propiciar a formação das lideranças nas comunidades, bem como melhorias na qualidade de vida e o resgate da dignidade dos moradores ao proporcionar o acesso regular à água potável e o incremento de recursos financeiros ao orçamento das famílias”, afirma Roberto.
O artigo que será apresentado também é assinado por Cibele Câmara Fróes, da USHP; Wayne Barbosa dos Santos, da USDS; e Bruno Alan Pires, da Unidade de Serviço Comercial (USCM).

Tecnologia inovadora
Por fim, Isabela Cardinali e Anderson dos Santos Gomes, da Gerência Regional Metropolitana Sul (GRMS), apresentam trabalho sobre um estudo de caso, realizado em Betim. Trata-se de uma tecnologia que trata o esgoto diretamente na rede coletora, combinando a utilização de micro-organismos inteligentes com um equipamento chamado Poço de Visita Interceptador de Gorduras e Sólidos, desenvolvido pela própria Isabela.
“Este trabalho buscou soluções sustentáveis para os desafios operacionais e ambientais enfrentados no sistema de coleta de esgoto pela Copasa: os extravasamentos. A gestão eficiente e sustentável deste sistema é crucial para preservar a qualidade ambiental e das cidades, garantir o bem-estar das populações urbanas e, alinha-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas, contribuindo principalmente para a promoção da água limpa e saneamento”, explica Isabela.

Mais informações sobre o 21º Simpósio Luso-Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental podem ser obtidas no site do evento.










