Com o objetivo de difundir as informações acerca do Pró-Mananciais, programa de proteção e recuperação de microbacias hidrográficas, representantes da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) participarão, neste sábado (28/06), do 3º Seminário de Apicultura da Bacia do Alto São Francisco. O evento será realizado em Bambuí e reunirá produtores rurais e instituições públicas e privadas.
Com foco no compartilhamento de práticas positivas e disseminação de novidades nesse segmento de negócio, a cerimônia contará com oficinas, palestras e painéis interativos sobre saúde das abelhas, café polinizado por elas, pasto apícola e estratégias para manejo e produção de própolis, além de concursos de mel, própolis e fotografia.
Em um momento denominado “Painel Água”, Fauster Bernardes, assistente socioambiental da Copasa, apresentará o Programa Socioambiental de Proteção e Recuperação de Mananciais (Pró-Mananciais). Já Marcos Vartan, técnico em meio ambiente e integrante da equipe de desenvolvimento ambiental da Companhia, falará sobre a relação entre a apicultura e os recursos hídricos.
Fauster explicou que o programa criado em 2017 integra o compromisso da empresa com a responsabilidade socioambiental e o desenvolvimento sustentável, buscando prevenir os efeitos agravados pela crise hídrica, no contexto das mudanças climáticas, e que conta com o estabelecimento de parcerias com as comunidades locais, bem como Câmara e Prefeitura Municipal, além de outros órgãos públicos e privados. “O arranjo construído em parceria com a Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais (Arsae-MG), nos permite realizar atividades que favorecem a infiltração da água no solo e a consequente recarga dos aquíferos, garantindo a perenidade das nascentes e mananciais que abastecem os municípios, bem como a prevenção de erosões e de assoreamentos dos cursos hídricos”, relatou.
Marcos contou que é a primeira vez que ministra uma palestra em um seminário, tendo sido convidado durante uma incursão a campo no município. “A bacia hidrográfica é ocupada por atividades agropecuárias, seja de plantações ou criações, o que tem um impacto muito grande sobre a quantidade e qualidade da água. Por isso é muito pertinente debater o trabalho de proteção que a Copasa promove nesses locais, pois se não há plantas não há abelhas, se não há plantas nem abelhas não há água. Fui apicultor por muitos anos, e as abelhas também precisam de água. A ideia é promover um bate-papo e incentivar a dessedentação, ou seja, fazer bebedouros para que esses agentes que promovem o desenvolvimento e a recuperação do ecossistema, sejam mantidos vivos, uma vez que, em períodos muito quentes, elas têm um esforço muito grande para buscar água a fim de resfriar as colmeias e assegurar o bem-estar de suas crias”, destacou.
O 3º Seminário de Apicultura da Bacia do Alto São Francisco é uma realização do Instituto Federal Minas Gerais (IFTM) campus Bambuí; da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (FAEMG) e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), Cooperativa dos Apicultores da Canastra (COOPAC), Bee Propolis Brasil e Associação dos Apicultores Produtores de Própolis Verde do Alto do Rio São Francisco e Entorno (APVASF).











