Plantar hoje pensando no amanhã. Foi com essa ideia e foco na sustentabilidade, que a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) promoveu, nesta terça-feira (29/10), a Feira Verde na Escola Municipal João Francisco Capetinga, no município de Tiros. A oficina integra o cardápio de atividades do Programa Chuá da empresa, em incentivo à educação sanitária e ambiental.

Participaram cerca de 350 alunos dos 5º e 6ª anos do ensino fundamental das escolas municipais Sebastião Dias, Leonel Maurício de Rocha e José Vicente de Oliveira (as duas últimas da zona rural), Escola Estatual Padre José Coelho e Colégio Educar. Empolgadas, as crianças e adolescentes assistiram às palestras alusivas à proteção dos recursos naturais e à importância das florestas para o equilíbrio dos ecossistemas e controle do clima.
Fauster Bernardes, assistente ambiental da Copasa, ressaltou que “as árvores são imprescindíveis para combater as mudanças climáticas, pois realizam o processo da fotossíntese, o qual remove da atmosfera o dióxido de carbono, um dos principais gases emitidos pela atividade humana e causadores do efeito estufa, por isso desde cedo é importante ensinar os jovens a cuidar bem delas”, disse.
Durante o evento, os participantes receberam do Instituto Estadual de Florestas (IEF) sementes de espécies nativas do cerrado, como ipês de diferentes cores e aroeira, além de insumos, como embalagens reaproveitáveis, e orientações para fazerem sua semeadura. Os estudantes cuidarão das aproximadamente 300 mudas até que germinem e se desenvolvam, e assim que estiverem em tamanho ideal, serão plantadas.

Para Cenir Lima, diretora da escola João Francisco Capetinga, instituição sede do evento, a atividade contribui para a construção de uma sociedade mais sustentável. “Ao participar das oficinas do Chuá os alunos aprenderam na prática sobre a importância da preservação do meio ambiente. Isso transforma conceitos teóricos em experiências reais. Atividades que envolvem a natureza ajudam os alunos a desenvolver uma conexão emocional com o meio ambiente. Quando eles veem o impacto positivo de suas ações, isso gera um senso de responsabilidade e cuidado. Abordar e refletir sobre questões como poluição, aquecimento global e biodiversidade incentiva os alunos a refletir criticamente sobre suas próprias ações e hábitos diários. Eles começam a questionar e buscar alternativas mais sustentáveis em suas vidas. Essas experiências não apenas educam os estudantes sobre questões ambientais, mas também moldam cidadãos mais conscientes e engajados, prontos para enfrentar os desafios do futuro com uma mentalidade sustentável”, afirmou.
O Programa Chuá, em Tiros, conta com o suporte da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Rodrigo Martins, engenheiro ambiental da mesma, apoiou e acompanhou de perto o andamento do Programa Chuá no município e disse já ter percebido mudanças nas atitudes dos envolvidos. “No decorrer do ano foi perceptível a mudança de comportamento dos nossos alunos. É comum ver crianças juntando lacres de latinhas em diversos lugares como lanchonetes, restaurantes e eventos privados. Isso é fruto da campanha Lacre do Bem. Acredito que o mesmo se repetiu com relação ao consumo consciente, ação levantada com a Feira do Desapego, e com relação ao descarte do óleo. Hoje, em nossa última oficina, recebemos o Irineu Caixeta, técnico do Instituto Estadual de Florestas, para dialogar sobre a importância das árvores e os alunos aprenderam a semeá-las. Estou convicto que essa experiência será guardada em suas memórias para sempre. A educação infantil é a base de tudo, estamos contribuindo para uma geração consciente, com práticas sustentáveis” destacou.

A Secretaria Municipal de Educação também é uma das parceiras do Chuá no município. Titular da pasta, Maria Nilza Mesquita, também professora e supervisora pedagógica por profissão, parabenizou a Companhia pelos trabalhos desenvolvidos. “O Chuá faz a diferença! As crianças levam para casa informações, conhecimento e experiências, e dessa forma podemos contribuir com o futuro e mudança que queremos ver. São as escolas que têm condições fundamentais para formar, informar e abranger um número maior de pessoas na sociedade. A educação, incluindo ambiental, com interesses ecológicos e sociais, é a base de tudo. A Copasa está de parabéns. Trabalhando com crianças e incutindo nelas boas ações e boas maneiras, teremos cidadãos melhores”, pontuou.
Sobre o Chuá
O Programa Chuá de Educação Sanitária e Ambiental amplia a consciência socioambiental dos alunos e integra a Agenda ESG da Copasa, sigla que se refere às questões ambientais, sociais e de governança corporativa. Esse termo tornou-se uma forma de se referir ao que empresas e entidades estão fazendo para serem socialmente responsáveis, ambientalmente sustentáveis e administradas de forma correta.
O programa também está alinhado à Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) e em seus respectivos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), além dos dez princípios do Pacto Global. No caso, o Chuá Socioambiental está alinhado ao ODS 6 (Água e Saneamento), que tem entre suas metas assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento, principalmente relacionada aos ODS 4 (4.7) e 12 (12.8), por trabalhar com crianças e adolescentes, com muita amorosidade na relação ensino-aprendizagem.















