Método Não Destrutivo reduz transtornos e garante mais eficiência no sistema
A Copasa deu início à substituição de redes de distribuição de água antigas por tubulações mais modernas na região do bairro Eldorado, em Contagem. A obra, que foi iniciada no dia 13 de agosto, está sendo realizada com a tecnologia MND – Método Não Destrutivo, visando causar menos transtornos à população e evitar a interrupção do abastecimento durante as intervenções.
Além de reduzir a quantidade de escavações, a tecnologia diminuirá vazamentos visíveis e ocultos e ainda eliminará ligações clandestinas na região. A Copasa também garantiu que todas as áreas afetadas – asfaltos, calçadas e passeios, serão recompostas, com atenção especial às vias já recapeadas pelo programa “Asfalto Novo” da Prefeitura de Contagem.

Previsto para ser concluído em 24 meses, o projeto faz parte do programa de combate às perdas de água da Copasa, que busca reduzir vazamentos, melhorar a pressão nas redes e garantir mais segurança e eficiência na distribuição.
Segundo a gerente regional da Copasa em Contagem, Renata Mayrink, a troca da rede de PVC por PEAD trará ganhos importantes. “Vamos substituir conexões que se rompem facilmente por sistemas de termofusão e eletrofusão, o que praticamente elimina o risco de vazamentos nesses pontos”, explicou.
A engenheira da Copasa, Cibele Câmara, destacou que as novas tubulações são mais resistentes e reduzirão significativamente os vazamentos e paralisações. “A obra terá garantia de cinco anos e modernizará toda a rede, aumentando a durabilidade do sistema”, disse.
O engenheiro Alexandre Augusto, do consórcio responsável pela obra, explicou que a equipe está realizando mobilização social antes da execução. “Estamos visitando moradores, explicando o método, o cronograma e os benefícios”, Contou. Ainda de acordo com Alexandre, o objetivo é minimizar os impactos, garantindo uma obra mais limpa, rápida e com menos interferências no trânsito e no comércio. “É um trabalho conjunto com a Copasa, a Prefeitura, a Transcon e concessionárias como a Gasmig, visando causar o menor transtorno possível à população”, afirmou. 
O MND se diferencia do convencional de valas abertas porque mantém a superfície quase intacta. Para substituir ou instalar tubulações são abertas apenas pequenas valas de entrada e saída, onde perfuratrizes realizam a substituição ou inserção das novas redes sob o pavimento. Esse método permite que o serviço seja realizado sem a necessidade de interdição total de ruas, apenas fechamentos parciais e temporários.
Para a engenheira eletricista Débora Microni Soares, da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos de Contagem, a expectativa é que o serviço seja executado sem a necessidade de fechar vias. “Queremos preservar o ir e vir dos moradores e ainda garantir que o recapeamento seja bem feito ao final”, ressaltou.
A Copasa está investindo R$ 140 milhões nos dois primeiros lotes de serviços, utilizando essa tecnologia MND. Serão implantados e/ou substituídos, na primeira etapa, 140 quilômetros de redes e mais de 19.000 ramais na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).
Até o final de 2025, o total orçado para essa metodologia chegará a R$ 311 milhões, possibilitando a substituição de cerca de 270 quilômetros de tubulações nos municípios onde a Copasa atua, totalizando 351 quilômetros de redes substituídas utilizando o MND só na RMBH.















