Promovido pela Associação Mineira Paradesporto, o projeto contempla 6 modalidades esportivas para pessoas com deficiência
A Copasa é a patrocinadora oficial do projeto BH Paralímpica, por meio da Lei Federal de Incentivo ao Esporte. Promovido pela Associação Mineira Paradesporto, o projeto, que promove inclusão, esporte e transformação para pessoas com deficiência, possui seis modalidades distintas. São elas: Futebol de 7, Futebol de Cegos, Futebol Adaptado, Iniciação Paradesportiva, Bocha Paralímpica e Rugby em Cadeira de Rodas.
Com apoio dado pela Companhia em 2024, uma das modalidades do projeto – a Bocha Paralímpica – já conquistou 19 medalhas. Durante essa semana, no período de 25/11 a 30/11, as atletas Esther Guilherme Rodrigues e Ana Carolina Moreira da Silva estão representando Minas Gerais nas Paralimpíadas Escolares (campeonato brasileiro escolar para pessoas com deficiência), que está sendo realizado em São Paulo. As duas atletas possuem grandes chances de conquistar novas medalhas para a Bocha Paralímpica, dentro do projeto.
A aluna Ana Carolina Moreira da Silva, que tem 17 anos de idade, conta que esse é um projeto muito importante que transformou literalmente a sua vida. “É um sonho estar aqui na BH Paralímpica. A primeira medalha de ouro que ganhei foi num jogo bem disputado. Minha segunda medalha eu conquistei no Jemg, em Uberlândia – MG. Também foi uma partida bem acirrada e venci de virada por 3 a 2. Se eu pudesse dar um recado para os jovens que querem disputar uma modalidade paralímpica e não sabem como, eu diria para nunca desistirem dos seus sonhos. Coloca Deus na frente e joga junto que você vai chegar onde quer!”, destacou.
De acordo com o aluno Miguel de Brito Ferreira, também com 17 anos, o projeto BH Paralímpica deu um novo norte para sua vida. “O projeto é muito importante para mim, pois sei que sempre que precisar, eu terei o projeto para me apoiar. Participar dos campeonatos é muito bom, a gente ganha experiência, viaja para outros lugares e leva a sério as competições”, afirmou. Já o aluno Kauã Lucca da Silva, da mesma idade, falou da alegria de participar do projeto e poder estar entre amigos. “Bocha é um esporte que gosto muito e também tenho meus amigos aqui. O mais legal desse esporte é termos que aprender a equilibrar a ansiedade e pensar nas melhores estratégias”, enfatizou.
Para o técnico da Associação Mineira Paradesporto, Diógenes Macedo Lima, que lidera a equipe de Bocha Paralímpica desde 2019, é uma satisfação enorme participar desse projeto e ver a mudança na perspectiva de vida das crianças e adolescentes. “Antes, esses jovens só faziam tratamento, fisioterapia e não praticavam esportes. Hoje em dia, participam de competições estaduais e nacionais. Esse ano fomos a Curitiba no Campeonato Brasileiro de Jovens. Recentemente, fomos ao Campeonato Regional Leste de Bocha Paralímpica e, agora, estamos participando das Paralímpiadas Escolares. O apoio da Copasa para nós é super importante, pois traz visibilidade ao projeto e suporte aos alunos”, ressaltou.
De acordo com a coordenadora da Associação Mineira Paradesporto, Lina Vitarelli, o projeto BH Paralímpica é essencial por atender deficiências diversas, o que possibilita a prática de esportes por um número maior de pessoas. “Com essa iniciativa estamos democratizando o esporte para pessoas com deficiência, gerando essa vivência esportiva e formando talentos para o Paradesporto. Além de vivenciar a prática esportiva e obter melhorias na parte cognitiva e autoestima, os nossos alunos também têm a oportunidade de participar de competições e da sociedade, mudando o olhar da sociedade para as pessoas com deficiência e dela mesma sobre sua vida, seu contexto e seus familiares. O nosso objetivo é mostrar o grande potencial que essas pessoas possuem”, finalizou.
Mães da Bocha Paralímpica
A Bocha Paralímpica, além de exibir muita habilidade e precisão, é uma das poucas modalidades adaptadas especificamente para atletas com paralisia cerebral severa ou deficiências motoras, promovendo a inclusão e acessibilidade. Dentro desse contexto, todos os alunos são acompanhados pelos pais ou responsáveis, durante os treinos e competições.
Para Maria Penha Chaves, mãe da aluna Fernanda Chaves Gomes da Rocha, o projeto BH Paralímpica mudou a vida dela e de sua filha. “O esporte mudou a minha vida e da Fernandinha. Mudou o nosso emocional e sou muito grata a todos por ter nos dado essa oportunidade. Minha filha ama fazer esportes e já tem várias medalhas e conquistas”, destacou.
Maria Rosário Moreira, mãe da aluna Ana Carolina Moreira da Silva, afirmou que o projeto somou muito na vida de sua filha. “O BH Paralímpica está gerando aprendizado, conhecimento, amadurecimento para a Ana Carolina. Na parte motora, a bocha veio trazer para ela essa consciência de que ela precisa de sustentação e também aumentou o senso de responsabilidade, pois tem que acordar cedo para treinar e viajar para as competições”, relatou.
Vanessa Guilherme Rodrigues é mãe da aluna Esther Guilherme Rodrigues, uma das atletas que está disputando na competição em São Paulo. Segundo ela, o projeto BH Paralímpica é sinônimo da verdadeira inclusão. “A Esther só tinha uma rotina de terapia, médicos, consultórios e escola. O esporte deu uma outra visão de mundo para ela. Agora ela convive, aprende e se desenvolve”, contou. “Quando a gente vê empresas como a Copasa patrocinando um projeto como esse, é motivo de orgulho e de trazer visibilidade para o movimento das pessoas com deficiência, promovendo qualidade de vida, ao dar esperança e acreditar no potencial delas”, finalizou.









