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Copasa contrata método inovador que vai reduzir transtornos na cidade durante manutenções

11 de março de 2025
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Tecnologia usa técnica não destrutiva, que dentre muitos benefícios, não interrompe o abastecimento de água durante as operações

 

Uma redução considerável dos transtornos provocados no trânsito e na mobilidade pelas manutenções das redes de água da cidade. Esse é um dos benefícios da tecnologia Método Não Destrutivo (MND). As obras com o MND terão início nesta quarta-feira (12/03), nas ruas Geralda Rodrigues da Costa e Héracles, no bairro Minas Caixa, Belo Horizonte. Usado pelo Consórcio CADSAN, contratado pela Copasa, esse processo inovador permite a substituição e a implantação de ramais e redes de água com mais agilidade e segurança durante a execução desses serviços.

 

Diferente da técnica convencional de valas a céu aberto, o Método Não Destrutivo (MND) tem esse nome porque é uma metodologia que mantém praticamente intacta a superfície dos passeios e vias, uma vez que para a substituição ou implantação das redes são abertas pequenas valas apenas para acomodação do equipamento que irá substituir as redes existentes, destruindo a atual (por meio da metodologia Pipe Bursting) ou inserindo uma nova tubulação (metodologia Furo Direcional – HDD) sob o pavimento. Essas pequenas aberturas, em cada uma das extremidades dos quarteirões (esquina das ruas), são chamadas de valas de emboque e de desemboque dos tubos.

 

Além de não gerar valas extensas nas ruas e nas calçadas, a implantação de novas redes pelo processo do MND trará como ganho a redução considerável dos vazamentos visíveis e não visíveis, como também a eliminação das ligações irregulares, pois todo o sistema de redes e ramais serão renovados.

 

“A característica flexível e maleável da tubulação de Polietileno de Alta Densidade (PEAD), usada no processo do MND, contribui na implantação das redes de distribuição sem a necessidade de abrir valas extensas, sendo também um procedimento mais limpo, pois tem menos movimentação de terra, além de ser, operacionalmente, uma técnica segura”, destaca o engenheiro da Gerência de Hidrometria e Perdas (GNHP), Wellington Jorge.

 

O engenheiro explica também que está prevista a recuperação de redes adutoras que estejam com o recobrimento interno deficitário ocasionando vazamentos. Para a solução será utilizado um outro Método Não Destrutível (metodologia CIPP), que introduz um tubo de tecido impregnado de resina no trecho da rede onde estão os vazamentos, o qual se adere as paredes internas, ajustando ao diâmetro da rede e enrijecendo, formando uma nova camada no interior do tubo, selando assim todas as rupturas por onde água estava escapando”. Essa metodologia assemelha-se a uma angioplastia realizada com stent (dispositivo metálico e flexível) para desentupimento de artérias e instalação de um novo tubo no trecho da artéria que já estava comprometido.

 

Vantagens e benefícios para a população

Por meio da utilização de MND é possível evitar um dos principais motivos de reclamação dos clientes: o desabastecimento e o transtorno com a abertura de valas em toda a região, dificultando o deslocamento das pessoas e veículos, além de prejudicar o comércio local. Isso porque durante a substituição da tubulação de distribuição de água, o abastecimento não é interrompido.

 

“Na metodologia Pipe Bursting é usada uma técnica chamada de ‘varal de abastecimento’, que consiste em fazer uma derivação provisória na rede de forma aérea. A rede fica presa em postes instalados nas extremidades do quarteirão, com as conexões dos ramais de ligação também aéreas, sendo conectadas no cavalete do cliente. Essa situação fica em um período curto, até que seja executada a rede nova no local. A produtividade da equipe fica em torno de 100 metros de rede a cada 24 horas, ou seja, executa um quarteirão por dia. Assim, o impacto é mínimo no abastecimento durante as obras”, descreve Wellington.

 

Mais ágil e eficiente fica a obra utilizando o Método Não Destrutivo (MND), pois a produtividade gira em torno 100 metros de rede por dia, enquanto no processo convencional, de valas a céu aberto, fica limitado a 60 metros, incluindo o transtorno que provoca na região.

 

Ele destaca ainda um outro detalhe importante no processo: “na substituição da rede por MND, as conexões dos ramais das ligações de água irregulares e clandestinas, existentes no seguimento, são eliminadas junto com a tubulação que está sendo substituída. Para reconectar cada ramal das ligações regulares, é usado o mesmo procedimento de Método Não Destrutivo, e as clandestinas são suprimidas. Com isso, dificilmente os eventuais fraudadores conseguirão fazer novas violações, já que deverão ter conhecimento e equipamentos específicos para executar interligações nas tubulações de PEAD, usadas no processo”.

 

A segurança, também, é um ponto fundamental a ser destacado. A engenheira da GNHP, Cibele Câmara, conta que antes de iniciar qualquer operação com o MND, é feito um estudo de superfície e sondagem subterrânea para identificar interferências e dificuldades para a realização dos serviços. “Por meio desse estudo é possível identificar a existência de outras redes (gás, drenagem pluvial, coletora de esgoto) próximas à canalização de água que será substituída ou implantada, garantindo assim que o procedimento seja executado sem riscos de danos as outras estruturas. Não havendo uma distância segura entre as redes, a operação é reavaliada”, assegura.

 

Por serem apenas duas valas executadas em cada extremidade do trecho de rede a ser substituído ou implantado, os transtornos para mobilidade urbana, como trânsito mais lento ou interdição de garagem e de vias, são praticamente inexistentes.

 

“O Método Não Destrutivo é uma tecnologia que traz uma questão ambiental e social muito importante, cujo objetivo é favorecer o meio ambiente e o cidadão, evitando transtorno no acesso aos imóveis e comércio, trazendo mais segurança para todos durante a implantação das redes novas, além de contribuir consideravelmente na redução dos vazamentos e consequentemente no indicador de perdas”, ressalta Valter Lucas, gerente da GNHP.

 

Substituição começa com 140 km de redes na RMBH

Com negociações intermediadas pela Gerência de Hidrometria e Perdas (GNHP) da Copasa, estão sendo investidos, inicialmente, R$ 140 milhões para contratar os dois primeiros lotes de serviços, utilizando essa metodologia. Com esse montante, serão implantadas e/ou substituídas, na primeira etapa, 140 quilômetros de redes e ramais de distribuição de água em sistemas de abastecimento localizados na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).

 

Até 2025, o total orçado para a contratação dessa tecnologia chegará a R$ 410 milhões, o que vai possibilitar a substituição de aproximadamente 270 quilômetros de tubulações nos munícipios onde a Copasa atua, totalizando 200 quilômetros de redes substituídas, através MND, só na RMBH.

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