O evento, realizado nesta segunda-feira (04/05), reuniu especialistas, gestores públicos e representantes da sociedade civil para discutir o presente e o futuro dos recursos hídricos na região. Entre os destaques, estiveram o desempenho dos principais sistemas de abastecimento e a situação do Rio das Velhas, um dos mananciais mais importantes para o abastecimento da RMBH.
Atualmente, a Copasa atende a 31 municípios da RMBH, beneficiando mais de 5 milhões de pessoas. A maior parte desse atendimento, cerca de 98%, vem do sistema integrado, que opera com uma vazão média de 18.136 litros por segundo.
De acordo com o gestor de Empreendimentos de Grande Porte da Copasa, Sérgio Neves, responsável pela apresentação do diagnóstico da Companhia durante o encontro, o fornecimento de água na região é sustentado principalmente por duas bacias: Paraopeba, composta pelos sistemas Rio Manso, Serra Azul e Vargem das Flores, responsável por cerca de 54% do volume distribuído; e Rio das Velhas, que contribui com aproximadamente 46%. “Esses números reforçam a importância estratégica dessas fontes para garantir o abastecimento”, completou.
Sérgio Neves conta que o equilíbrio entre oferta e demanda exige planejamento de longo prazo. “O sistema Paraopeba passou a ter papel fundamental como suporte ao sistema integrado, contribuindo para a estabilidade operacional da RMBH e permitindo preservar os níveis dos reservatórios em períodos críticos. Precisamos, cada vez mais, pensar a segurança hídrica da Região Metropolitana para os próximos 10 anos, considerando o crescimento urbano e a variabilidade climática”, ponderou.

Outro ponto importante ressaltado pelo gestor foi a necessidade de monitoramento constante dos níveis dos reservatórios e das vazões do Rio das Velhas, garantindo decisões mais seguras e eficientes para a operação dos sistemas. O diagnóstico apresentado reforça a importância de diversificar as fontes de abastecimento e investir em planejamento contínuo.
Debate ampliado sobre segurança hídrica
Durante o seminário, a Copasa também participou de uma mesa-redonda ao lado de representantes de diversas instituições, como a Agência de Desenvolvimento da RMBH, o IGAM, o Fórum Permanente São Francisco, a UFOP e a Sociedade Mineira de Engenheiros. O debate reuniu diferentes perspectivas sobre a gestão da água e reforçou a importância de soluções integradas para o futuro do abastecimento na região.









