Com foco em futuro sustentável, Copasa, prefeitura de Pirajuba e Uemg desenvolvem projeto inovador

Com o propósito de fortalecer a cultura da sustentabilidade, a Copasa e a Prefeitura de Pirajuba assinaram um termo de cooperação técnica para criação de um biossólido derivado do lodo gerado na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do município. O projeto para desenvolvimento também conta com a participação da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg), campus Frutal.

A Copasa fornecerá matéria-prima, produtos, equipamentos, espaço e mão de obra para transformar o lodo decorrente do tratamento de efluentes em uma espécie de fertilizante. Também serão feitas análises preliminares de segurança para detectar possível presença de quaisquer contaminantes.

A Uemg vai atuar no estudo do biossólido gerado pela ETE de Pirajuba de maneira que tenha um destino sustentável, com o propósito de pesquisar a qualidade do material e, como parceira, junto às citadas instituições, contribuir cientificamente para um bioproduto final eficiente no uso do solo. Os ajustes necessários serão feitos pela Copasa até alcançar excelência no produto gerado. O estudo também viabiliza avaliar as características específicas do biossólido, a fim de determinar se o mesmo poderá ser usado no solo ou como substrato, por exemplo, em produções de mudas e cultivo de espécies vegetais.

Já a prefeitura cederá o espaço para implantação da estrutura por parte da Copasa e um campo para que o biossólido seja estudado pela Uemg. O prefeito Airton Alves (Gauchinho) ressaltou o caráter inovador da iniciativa. “Pirajuba destaca-se pelo investimento constante em inovação e tecnologia, sempre buscando o melhor para nossa população”, afirmou.

Sinergia

O professor da Uemg Jhensley Ferreira da Mata, doutor em Agronomia, reforçou a relevância do projeto. “As pesquisas são importantes para reaproveitar esse lodo, que hoje é descartado em aterros especiais e autorizados. É a partir dessas investigações que seremos capazes de detectar a viabilidade de utilização do biossólido como biofertilizante ou outra destinação, além de contribuir para a preservação do meio ambiente em longo prazo”.

“Diariamente, a Copasa trabalha empenhada em melhorar e garantir a qualidade de vida para a população, tanto por meio da prestação de serviços quanto por meio de projetos empreendedores que visam à sustentabilidade,” explicou a superintendente da Unidade de Negócio Oeste, Cristiane Carneiro.

Segundo o engenheiro químico e gerente regional da Copasa, Júlio Cézar Silva, “o lodo é uma excelente fonte de matéria orgânica, fósforo e nitrogênio, compostos de grande valia para nutrição do solo, apresentando um grande potencial agronômico”.

Matéria-prima

Após sair dos imóveis, o efluente é encaminhado para a ETE, onde passa por um rigoroso processo para que possa retornar ao meio ambiente sem causar danos ao mesmo. O projeto ambientalmente sustentável consiste em higienizar o lodo proveniente do tratamento do esgoto e transformá-lo em uma espécie de adubo por meio da adição de cal.

Pesquisa, desenvolvimento e implantação

A Copasa deu início aos estudos para transformar o lodo em biossólido no ano de 2022. Além de pesquisas técnicas internas e na literatura, representantes da Companhia foram até Guarapuava, no Paraná, onde a solução é difundida, para entender na prática a viabilidade dessa reciclagem.

Atualmente, a Copasa está mobilizada para adquirir os equipamentos necessários à transformação do lodo em substrato e na obtenção dos materiais que serão usados na construção de um galpão, onde todo o processo irá ocorrer.

Os próximos passos serão providenciar a documentação necessária para o licenciamento, que viabilizará a fase prática do projeto, a higienização do lodo e também submeter as amostras a diversas análises, com intuito de comprovar que o produto apresenta as características necessárias para contribuir com a nutrição do solo e das plantas sem causar qualquer tipo de contaminação.

A previsão é que a fase prática do projeto tenha início no primeiro semestre de 2024. A liberação do biossólido ocorrerá após a comprovação de sua eficácia por meio das análises.

Responsabilidade socioambiental

A atuação socioambiental da Copasa integra a Agenda ESG da Companhia, sigla que se refere às questões ambientais, sociais e de governança corporativa. O objetivo da Agenda ESG é reafirmar o propósito de “cuidar da água e gerar valor para as pessoas”.

A gestão ESG é um mecanismo de inteligência competitiva, pois colabora na aceleração dos processos de gestão e de operação. Consolida o posicionamento e as ações cruciais para atender às expectativas das partes interessadas e garantir a perenidade da companhia, frente aos desafios ambientais e sociais dos próximos anos.

A atuação também é pautada na Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) e nos seus respectivos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), além dos dez princípios do Pacto Global.

 

Na imagem, o prefeito de Pirajuba, Airton Alves (Gauchinho), assinando ao termo. Crédito: divulgação Prefeitura Pirajuba.

 

Na imagem, o gerente regional da Copasa, Júlio Cézar Silva, assinando ao termo. Crédito: divulgação Ascom Prefeitura Pirajuba.
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