Entre os dias 3 e 13 de fevereiro, Montes Claros será contemplada com obras de arte a céu aberto, por meio do projeto “Arte nas Águas de Minas”, patrocinado pela Copasa. Para a realização das atividades, dois artistas locais e um convidado vão mostrar talento e criatividade por meio de murais com a temática Água, a serem pintados em uma unidade da Companhia na cidade. Os selecionados por meio de edital, cujo resultado foi divulgado no último dia 27 de janeiro, foram Léo Caxeta e Bela Parada.

Léo Caxeta é grafiteiro desde final da década de 90, artista visual, desenhista, é licenciado em Artes Plásticas pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). Dentro da linguagem do graffiti aborda a estética dos personagens, tendo como principais influências o cartum e os desenhos em quadrinhos. Em 2005/2006 trabalhou como professor estagiário em um Centro de Convívio, e, inspirado nos alunos, nasceu a ideia de seus personagens do Caxeta Club, estão entre eles os “Paper Boys”, que são os “soltadores” de aviãozinhos de papel, e os “CAX Bros” que utilizam caixas de papelão na brincadeira.
Bela Parada vive em Montes Claros desde 2021. Nascida na cidade de São Paulo em 1981, é radicada em Minas Gerais desde 2001, quando foi viver em Milho Verde, no município do Serro, Alto Vale do Jequitinhonha. Pinta desde os 14 anos de idade e fotografa desde os 19. Pedagoga de formação, começou a dedicar-se profissionalmente às artes a partir de 2012, sendo sócia e diretora pedagógica de editora de livros infantis. Em 2018, passou a dedicar-se exclusivamente à carreira artística autoral, realizando algumas residências artísticas e exposições, individuais e coletivas, sendo a última no Museu Regional do Norte de Minas, em Montes Claros, em 2024. Atua nas áreas de fotografia, foto-performance, maquiagem cênica, pintura à óleo sobre tela e muralismo. Nos murais, gosta de pensar as imagens como grandes pinturas a óleo, como quadros imensos.
Artista convidado
Além da dupla escolhida, o artista Daniel Ferreira da Silva, conhecido como Bozó Bacamarte, irá dialogar com a arte local por meio da pintura dos murais. Nascido em Olinda, Pernambuco, foi pelas ruas da Região Metropolitana de Recife que ele usou o grafite como expressão, sempre influenciado pela xilogravura. Além do muralismo e do grafite, Bozó experimenta a realidade das ruas de Recife e do sertão brasileiro com doses de surrealismo.
Mais beleza e cultura para Montes Claros
E, para levar ainda mais beleza e cultura para Montes Claros, os dois artistas locais selecionados deverão criar cada um, uma pintura em uma área de 80m², com o tema “Água”, em uma unidade da Copasa previamente selecionada na cidade. Além disso, eles também serão responsáveis por ministrar, em dupla, um workshop, com duração de quatro horas, voltado para jovens da cidade.

Sobre o projeto
Até março de 2025, o projeto “Arte nas Águas de Minas” promoverá a produção de 18 obras de arte urbana em unidades da Copasa de seis cidades do interior do Estado. O projeto é uma realização do Ministério da Cultura e da APPA – Cultura & Patrimônio, com o patrocínio da Copasa, e viabilizado pelo Governo Federal, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet.
Divinópolis, Contagem, Araxá e Pouso Alegre já contam com a beleza dos murais produzidos pelos artistas locais. O projeto também vai contemplar a cidade de Coronel Fabriciano, no Leste do Estado.
Baseados em sua maioria na estética do muralismo e do graffiti, os trabalhos são assinados por seis artistas convidados de renome nacional e internacional, selecionados previamente pela curadoria do projeto, e por 12 artistas locais, sendo dois por cidade, escolhidos por editais publicados ao longo do percurso.

APPA – Cultura & Patrimônio
A APPA – Cultura & Patrimônio é uma associação cultural, sediada em Belo Horizonte, de fins não lucrativos, que tem como principal objetivo a promoção de iniciativas artísticas, culturais e patrimoniais que favoreçam o desenvolvimento socioeconômico. Em mais de 30 anos, a APPA já desenvolveu, gerenciou e executou, com sucesso, mais de 240 projetos, aprovados em diversos mecanismos de financiamento cultural, como leis de incentivo à cultura e fundos culturais, além do gerenciamento e execução de convênios, termos de parceria, contratos de gestão, termos de ajustamento de conduta, patrocínios não incentivados, entre outros.








