Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) recebeu R$11 milhões em investimentos para melhorar o atendimento a mais de 20 mil moradores na região.
Conselheiros do SCBH Águas da Moeda, representantes da Prefeitura de Nova Lima, além de integrantes de movimentos ambientais e da sociedade civil organizada de Nova Lima e entorno realizaram uma visita técnica à Estação de Tratamento de Esgoto da Copasa localizada no bairro Jardim Canadá, em Nova Lima, nesta quinta-feira, dia 6. Além de conhecer as instalações e todas as etapas do tratamento dos efluentes da região, a visita marcou o estreitamento do relacionamento da Companhia com as organizações de proteção do Meio Ambiente com atuação no subcomitê, que faz parte do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas.
A ação foi coordenada pelas Superintendências de Tratamento de Esgoto (SPTE) e de Desenvolvimento Operacional e Inovação (SPDI) com a participação da Superintendência de Desenvolvimento Sustentável (SPDS). Participaram os superintendentes Albino Campos e Nelson Guimarães, o gerente de Tratamento de Esgoto da RMBH, Saulo Nonato de Souza (GTEM) e o supervisor de Mobilização Social da Gerência de Desenvolvimento Social, Diego Caldeira (GNDS).
Albino Campos, celebrou o encontro e destacou que essa iniciativa inaugura um novo modelo de diálogo da Copasa com as organizações ambientais com o objetivo de levar mais informações com transparência a todos. “Esse momento é importante e necessário para o alinhamento de informações a respeito das ações desenvolvidas pela companhia, com o apoio do município, visando à melhoria contínua da prestação de serviços na região . Foi um momento importante para que a Companhia acolhesse as necessidades e expectativas dos participantes, no sentido estabelecer um canal direto de comunicação ,” explicou Albino.

Já Nelson Guimarães falou sobre a participação da COPASA no Comitê de Bacias e trouxe informações referentes ao processo de discussão, em andamento no CBH Velhas, referente a revisão do enquadramento dos cursos de água na bacia hidrográfica. Reforçou que a Estação Ecológica do Fechos, onde a COPASA possui captação de água é protegida por lei, garantindo o enquadramento atual no interior da unidade de conservação.
As unidades que fazem parte da estação, como os reatores anaeróbios, filtros biológicos percoladores, decantadores secundários e centrífuga foram apresentados por Saulo Souza. O gerente também explicou como ocorre o processo de tratamento e ressaltou que a ETE opera com eficiência superior ao preconizado pela legislação ambiental vigente. “A ETE Jardim Canadá tem capacidade para tratar 50 litros por segundo (4,32 milhões de litros por dia), atualmente opera com vazão média afluente de 30 litros por segundo. Isso significa que está preparada para receber e tratar todo o esgoto gerado no bairro Jardim Canadá e região do entorno.”

Além de detalhar a operação da ETE, a visita também serviu para apresentar os dados referentes ao trabalho realizado pela equipe de mobilização social, tendo em vista que a incorreta conexão à rede pluvial é um dos problemas ambientais apontados pelo subcomitê da região. Diego Caldeira explicou como é feito o trabalho de sensibilização da população, para que os moradores possam se conscientizar cada vez mais da importância e dos benefícios da correta destinação do esgoto. “A Equipe de Mobilização Social realiza um trabalho porta a porta e que muitas vezes encontra resistência por parte dos moradores. Buscamos sempre o diálogo e principalmente as parcerias, acreditamos que esse encontro servirá para tornar os participantes multiplicadores da informação e potencializar cada vez mais o processo de convencimento para que os moradores realizem a adesão e façam a conexão à rede coletora da Companhia”.

Paulo Gonçalves, conselheiro do subcomitê Águas da Moeda e representante da Ecoavis, avaliou a colaboração como estratégica e defendeu a integração entre a Companhia e os órgãos de gestão hídrica como fundamentais para o futuro ambiental e o atendimento à sociedade. “É muito importante ter toda essa integração da Copasa, que é uma usuária e também fornecedora de serviços importantíssimos para toda a população, com o subcomitê”, afirmou Carvalho. Segundo ele, o objetivo principal dessa parceria é “poder trabalhar juntos na obtenção de resultados que sejam ambientalmente consistentes e ainda atender bem a população”, concluiu.
Também conselheiro do subcomitê e representando o Instituto Bacia Viva, Rafael Aguilar,, reiterou a importância do encontro, que partiu de uma iniciativa do próprio subcomitê para conhecer a ampliação da ETE. Ele avaliou que a visita confirma o “compromisso com o tratamento” e que “essa aproximação abre o diálogo” para ajustes técnicos e melhorias na qualidade da água. Para Aguilar, a interação direta é essencial para “acabar com a desinformação”, permitindo um melhor entendimento entre a sociedade civil e a Companhia.
Frederico Almeida, engenheiro de recursos hídricos na Vale e membro do Subcomitê Águas da Moeda, destacou o impacto positivo da ampliação da ETE. Ele ressaltou que, além de seu papel técnico, vê o projeto como um benefício direto para a comunidade local, beneficiando a bacia do Fechos. “Eu como morador, estou muito feliz porque ela traz um ganho muito grande para a qualidade da água da bacia aqui, né, que deságua lá no Fechos”, afirmou.
A intenção agora é estabelecer uma comunicação entre a Copasa e o subcomitê Águas da Moeda para manter um fluxo de informações constante e transparente entre a Companhia, Poder Público e entidades da sociedade civil organizada.

Participaram da reunião e da visita técnica representantes das seguintes instituições e organizações:
Prefeitura de Nova Lima
Comitê Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas
Subcomitê Águas da Moeda
Movimento Fechos, eu Cuido!
Instituto Bacia Viva
Projeto CSul
Associação Comunitária do Bairro Balneário Água Limpa – ABBAL
Condomínio Lagoa do Miguelão
PROMUTUCA
Associação Comunitária de Macacos
ECOAVIS
Vale








