Sustentabilidade é um imperativo e requer aceleração para 2026
A Copasa realizou nos dias 3 e 4 de novembro uma série de encontros estratégicos focados na integração dos fatores de sustentabilidade à gestão da Companhia. O ponto focal dos debates foi a Materialidade, consolidada como a ferramenta essencial para direcionar investimentos e esforços em temas de alto impacto.
Coordenado pela Superintendência de Desenvolvimento Sustentável, a iniciativa foi apresentada pelo diretor de Clientes, Comunicação e Sustentabilidade, Cleyson Jacomini e conduzida pela superintendente de Desenvolvimento Sustentável, Luciana Barbosa junto com o fundador e sócio-diretor da consultoria BlendOn, Denys Roman.
A Materialidade foi apresentada como o conceito-chave para a estratégia da Copasa e a principal conclusão é clara: a sustentabilidade transcende a esfera da responsabilidade social e ambiental, posicionando-se como um imperativo de gestão que exige ação coordenada e imediata em todas as áreas da Companhia.
A gestão da sustentabilidade foi destacada como vantagem competitiva no mercado, reforçando que deve estar internalizada em todas as operações.
Para Luciana Barbosa, Superintendente de Desenvolvimento Sustentável, “a materialidade é uma ferramenta estratégica essencial que permite à empresa focar seus esforços e recursos nos temas de sustentabilidade mais relevantes, transformando riscos em oportunidades e garantindo a resiliência e a competitividade do negócio no futuro.”
Resiliência, risco e geração de valor
A capacidade da Copasa de operar de forma mais sustentável ou de controlar riscos está ligada à performance de cada área. O trabalho fragmentado ou a ausência de controle sobre riscos materiais em qualquer setor mina a resiliência e a confiança de toda a empresa.
Ao incorporar a sustentabilidade e focar nos temas materiais, a Companhia assegura a conformidade e também otimiza a alocação de capital, melhorando sua reputação e contribuindo decisivamente para a geração de valor de longo prazo e competitividade.
Um dos pontos de maior atenção foi o prazo estabelecido pela regulamentação brasileira (CVM/ISSB) para a divulgação de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade.
As normas internacionais IFRS S1 e S2, emitidas pelo ISSB, são os padrões globais para relatórios de sustentabilidade e foram adotadas no Brasil por meio das Resoluções da CVM 193/2023 e 227/2025. A IFRS S1 estabelece os requisitos gerais para divulgação de informações de sustentabilidade, enquanto a IFRS S2 foca especificamente nas divulgações relacionadas ao clima. O objetivo é aumentar a transparência, a comparabilidade e a confiança dos investidores, tornando a divulgação dessas informações obrigatória para companhias abertas no Brasil a partir de 2026.
Foi colocado como que a confiabilidade e a auditoria das informações dependem do monitoramento consistente durante todo o exercício de 2026. A preparação, portanto, deve ser acelerada para que a Companhia atinja o alto padrão de conformidade exigido.
A apresentação mostra que a Copasa reconhece e assume o compromisso com esta jornada, que exige aprendizado contínuo. A colaboração do corpo técnico e o uso do domínio de cada área para aplicar a lente da sustentabilidade são considerados cruciais para transformar esta obrigação em uma vantagem estratégica sustentável.










