Iniciativa, que conta com o patrocínio da Copasa, promove ações que podem mudar destinos
Nesta terça-feira (26/08), equipes da Copasa foram conhecer de perto a Escola de Artes no Morro do Papagaio, um dos projetos do Instituto Adotar que passou a contar com o patrocínio da Companhia, por meio da Lei de Incentivo à Cultura. A iniciativa oferece oficinas de canto, dança e instrumentos como violino e violoncelo para a comunidade localizada na região Centro-Sul de Belo Horizonte, transformando a realidade de quem mais precisa.
A fundadora do Adotar, Mônica Rodrigues, apresentou os espaços onde cerca de 150 crianças, jovens e adultos têm a oportunidade de desenvolver novos talentos. Emocionada, ela destacou que o sonho da Escola de Artes sempre foi oferecer às comunidades aquilo que parecia impossível: acesso à cultura, conhecimento e convivência saudável. “A Copasa nos ajuda a concretizar sonhos de maneira extraordinária, levando a arte como um instrumento de libertação e transformação profunda”, afirmou. 
De acordo com o psicólogo Renato Almeida, todos os participantes passam por uma seleção e acompanhamento. “Tudo começa do zero: dança, canto e violino. Muitos precisam também de apoio psicológico, pois não se sentem capazes. Fazemos parte desse processo, acolhendo, ouvindo e crescendo juntos”, destacou.
O maestro Eliseu Barros disse que é músico com vocação para ensinar. “Frequentar escolas foi um privilégio e, hoje, posso retribuir oferecendo conhecimento numa comunidade carente”, frisou. Para ele, o patrocínio da Copasa mostra preocupação em levar cultura, “que traz leveza e pode transformar vidas”. 
Entre os alunos, histórias de superação emocionam. Rafael Barros, de 11 anos, aprendeu a tocar violino e vê sua vida mudar. “Antes eu só ficava no celular. Agora vou poder me apresentar na Sala Minas Gerais com a Orquestra Filarmônica. É muita emoção”, comemorou. Mauro Lúcio Moreira, 60 anos, conta que sempre quis tocar violino e, agora, realiza um sonho de infância. “Quando soube das aulas, agarrei a oportunidade com unhas e dentes”, falou.
Segundo o professor Thales Buzelin, cerca de 20 alunos estão sendo preparados para a grande apresentação em setembro. “A ideia é englobar não só as pessoas que fazem a dança, mas outras pessoas do morro para caminharmos juntos”, explicou. “Ao abraçar o projeto, a Copasa permite que o pessoal do morro ocupe outros espaços”, completou.
A aluna Sônia de Sousa, 50 anos, relata que encontrou um refúgio nas aulas. “A dança me deixou mais relaxada, trouxe novas amizades e ajudou no bem-estar físico e emocional”.
Já a professora de canto, Ariadna Fernandes, destacou o potencial artístico da comunidade. “O Papagaio não só fala, ele também canta! Aqui há muitos talentos escondidos, e nosso objetivo é revelá-los”, afirmou.
Mônica Rodrigues conta que o projeto acolhe vidas sofridas, de pessoas que enfrentaram fome, depressão, perdas e violência. “Nosso papel é apoiar para que elas continuem acreditando”, ressaltou. A fundadora do Instituto Adotar disse, ainda, que gostaria de inspirar as pessoas a conhecerem o projeto e a participarem do concerto do dia 27 de setembro, na Sala Minas Gerais. “Lá será possível ver o resultado de tudo isso. Cada ingresso comprado é parte dessa transformação”, concluiu.

















