Em cerimônia nesta segunda (15), presidente da Companhia, Fernando Passalio, inaugurou as obras que transformaram 1.000m² do reservatório do Jardim Montanhês em arte urbana.
A paisagem do bairro Jardim Montanhês, na região da Pampulha, foi transformada na tarde desta segunda-feira (15). Em uma cerimônia que reuniu artistas, comunidade e representantes da Copasa, foi encerrada a 2ª edição do projeto Arte nas Águas de Minas com a entrega de um monumental mural de 1.000m².
O evento marcou a conclusão de um circuito inédito que percorreu seis cidades mineiras, culminando na capital com obras assinadas pelos artistas belo-horizontinos Ed-Mun e Kakaw, e pela convidada Yacunã Tuxá, indígena do povo Tuxá de Rodelas (BA). O muro do reservatório, antes uma estrutura cinza e funcional, agora exibe narrativas visuais vibrantes sobre memória, força feminina e a vitalidade da água.
Aproximação com a comunidade
Durante a solenidade de inauguração, o presidente da Copasa, Fernando Passalio, destacou o papel estratégico da iniciativa, realizada em parceria com a APPA – Cultura & Patrimônio. Para o executivo, o projeto cumpre a função de ressignificar os espaços da Companhia.
“É com muito orgulho que estamos aqui hoje entregando mais uma edição do projeto. É uma iniciativa que traz arte e cultura para um equipamento que, muitas vezes, as pessoas nem conhecem ou interagem por falta de expressão”, afirmou Passalio durante o evento.
Ele reforçou que a intervenção artística vai além da estética: “O projeto traz a expressão da arte urbana, aumentando a proximidade da empresa com as comunidades locais e a consciência em relação à importância da cultura, da arte, da água e do saneamento básico para a melhoria da qualidade de vida das pessoas”.
Um abraço gigante na cidade
Quem passar pelo local vai ver de perto a diversidade de estilos. O realismo 3D de Ed-Mun na obra “Essência” e a ancestralidade dos grafismos indígenas de Yacunã Tuxá impressionaram pela escala.
Já a artista Kakaw, autora do painel “Como um Rio”, celebrou a entrega da obra como um marco pessoal e coletivo. “É uma oportunidade incrível ter um trabalho dessa dimensão, um mural de 250m², impactando uma comunidade”, disse a artista. Emocionada com o resultado final, ela definiu sua participação: “Poder inspirar pessoas com um abraço gigante desse tamanho é muito feliz para mim. Meu trabalho fala sobre mulheres, resistência e afeto”.
O mural de Kakaw, agora parte permanente da cidade, estampa a frase “Mulheres são como águas; juntas são fortes como um rio”, mensagem que foi celebrada pelos presentes na inauguração.
Legado em Minas
Viabilizado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), o encerramento em Belo Horizonte consolida o sucesso da temporada. O Arte nas Águas de Minas deixa agora um legado visual não apenas na capital, mas também em Alfenas, Brasília de Minas, Teófilo Otoni, Frutal e Pompéu, cidades que receberam o projeto anteriormente. Com a entrega desta segunda-feira, a Copasa reafirma seu compromisso de transformar seus reservatórios em espaços vivos de diálogo sobre sustentabilidade e pertencimento.









