Na manhã deste sábado (15/03), a Copasa participou da solenidade de entrega da primeira quadra de Bocha Paralímpica, localizada na Escola Estadual Professor Leon Renault, no bairro Gameleira, em Belo Horizonte. O evento marcou um avanço significativo na inclusão de pessoas com deficiência no esporte.
O projeto, promovido pela Associação Mineira Paradesporto, busca incentivar a prática esportiva e promover a transformação social por meio de seis modalidades: Futebol de 7, Futebol de Cegos, Futebol Adaptado, Iniciação Paradesportiva, Bocha Paralímpica e Rugby em Cadeira de Rodas. A Copasa é uma das patrocinadoras oficiais do projeto, por meio da Lei Federal de Incentivo ao Esporte, reafirmando seu compromisso com a inclusão social.
Participaram da solenidade as fundadoras e diretoras da Associação Mineira Paradesporto, Célia Procópio Duarte e Lina Vitarelli, além do diretor escolar Marcos Martins, professores e os principais protagonistas do evento: 13 alunos e atletas assistidos pelo projeto BH Paralímpica.
Em seu discurso, Lina Vitarelli destacou a importância do apoio de empresas como a Copasa para a expansão do projeto. “O patrocínio da Copasa é essencial para o desenvolvimento da Bocha Paralímpica em Belo Horizonte. A nova quadra é um legado que deixamos para a escola, para os alunos com ou sem deficiência e para toda a comunidade ao redor”, afirmou.
Ela também ressaltou a relevância de uma quadra oficial para os atletas. “A partir do momento que temos um espaço adequado para a prática esportiva, conseguimos lançar novos talentos para o desporto e oferecer um suporte melhor. Precisamos democratizar o acesso ao esporte. Hoje, temos muitas quadras de futsal, mas outros esportes também precisam fazer parte da nossa vivência cultural e social. Todas as pessoas, principalmente aquelas com deficiência, devem ter a oportunidade de praticar esportes”, enfatizou.
O diretor da escola, Marcos Martins, reforçou que iniciativas como essa promovem a inclusão e a diversidade. “A escola é um ambiente ideal para trabalharmos isso, uma vez que ainda não temos uma sociedade tão inclusiva. É fundamental realizarmos movimentos que tragam visibilidade para a inclusão e respeito às diversidades”, destacou.
Entre os atletas beneficiados pelo projeto está Kauã Lucca da Silva, de 18 anos, que pratica Bocha Paralímpica há quase cinco anos. “Minha mãe já tentou outra coisa para mim, mas eu nunca aceitei, porque a Bocha combina mais comigo. Também gosto muito do meu treinador Michael. Ele me ajuda com dicas de treino. Este é meu esporte favorito e não abro mão dele por nada”, declarou.
O professor de educação física, Michael Pessoa, ressaltou a necessidade de fomentar o esporte para pessoas com deficiência. “Ouvimos falar muito sobre acessibilidade, mas, na prática, vemos poucas iniciativas concretas. Quando vemos projetos como este, com pessoas e empresas se envolvendo, isso certamente dá maior visibilidade a esse público, que deixa de ser invisível e passa a ocupar seu espaço na sociedade”.
Ainda segundo o preparador físico, o esporte promove a socialização e o raciocínio lógico dos envolvidos. “Ao permitir que esses alunos interajam entre si, eles desenvolvem um maior senso de pertencimento na sociedade. Esse movimento é de extrema importância para eles e também para nós, que passamos a enxergá-los de uma maneira diferente, reconhecendo suas capacidades”, explicou.
A Bocha Paralímpica é uma modalidade adaptada especificamente para atletas com paralisia cerebral ou deficiências motoras. O jogo consiste em equipes que tentam aproximar bolas coloridas de um alvo branco, semelhante a um gol. “É uma bocha adaptada composta por duas equipes, uma de cor azul e outra de cor vermelha, cujo objetivo é aproximar as bolas coloridas do alvo, que é a bola branca. Eu pego a bolinha colorida e tento aproximá-la da bolinha branca”, explicou o professor.

Célia Procópio Duarte, diretora da Associação Mineira Paradesporto, se emocionou ao falar sobre o impacto do projeto. “Você pode olhar e pensar: é só uma quadra verde com umas listras no chão. Mas, para a maioria dos nossos alunos, e muitos deles eu conheço desde pequenos, é algo emocionante. O esporte significa muito para eles. É como se fossem Usain Bolt e Serena Williams. Eles são atletas! Eles se sentem atletas! E nós sempre vamos passar essa motivação para eles. Por isso, o projeto é muito significativo para todos nós que estamos envolvidos”, defendeu.
Vanessa Guilherme Rodrigues, mãe da atleta Esther Guilherme Rodrigues, reforçou a importância do esporte na vida da filha. “A Esther tinha uma rotina restrita a terapias, consultas médicas e escola. A Bocha abriu novos horizontes. Esse esporte a integra ao mundo e a insere em outras realidades, proporcionando novas vivências e um olhar mais amplo sobre o mundo”, finalizou.

O patrocínio da Copasa tem sido essencial para viabilizar projetos como o BH Paralímpica, promovendo a inclusão social por meio do esporte. Esse compromisso da empresa contribui diretamente para um futuro mais acessível e igualitário, garantindo que mais pessoas com deficiência tenham oportunidades de desenvolvimento e superação.









