Chamamento público com inscrições até 5/9 vai selecionar dois artistas da capital para desenvolver obras que abordem o uso consciente da água e questões relativas à sustentabilidade; ao final das pinturas, será realizada uma grande exposição no Palácio das Artes, reunindo artistas de todo o país.
Depois de começar a colorir o interior de Minas com imensos murais artísticos criados por artistas locais a partir de reflexões sobre a preservação da água e do meio ambiente, a 2ª edição do Arte nas Águas de Minas desembarca em Belo Horizonte, na etapa final do projeto. O edital para a capital mineira ficará aberto até o dia 5/9 e vai selecionar dois artistas da cidade para desenvolver grandes obras de pintura e grafite na sede da Copasa, em Belo Horizonte. As inscrições podem ser realizadas neste link.
Realizado pelo Ministério da Cultura e pela APPA – Cultura & Patrimônio, o Arte nas Águas de Minas é patrocinado pela Copasa e viabilizado pelo Governo Federal, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).
Para a capital mineira, dois artistas serão selecionados por meio de edital para pintar, cada um deles, uma obra envolvendo a temática da água, em um espaço de 100 m². O local das pinturas será divulgado em breve.
Durante todo o processo das pinturas, a serem realizadas entre os dias 1º e 12 de dezembro, o público poderá acompanhar de perto a produção das obras e interagir com os artistas durante o expediente criativo, aprendendo sobre diferentes técnicas das artes visuais, como a pintura e o grafite em grande escala.
2ª edição do Arte nas Águas de Minas
Misturando arte urbana, mobilização social e conscientização ambiental, a 2ª edição do Arte nas Águas de Minas chegou às cidades de Alfenas, Brasília de Minas, Teófilo Otoni, Frutal, Pompéu e, agora, Belo Horizonte. Confira o mapa das cidades aqui.
Nesta edição, o Arte nas Águas de Minas reúne 18 artistas, sendo seis nacionais, escolhidos pela curadoria de Juliana Flores (CURA, Festa da Luz, MAMU, Breve Arte), e 12 artistas locais, selecionados por edital público aberto nas cidades participantes. Como na primeira edição, em cada cidade, dois artistas locais terão a oportunidade de dividir muros e histórias com um artista de renome nacional.
Toda essa pluralidade de expressões democratiza o acesso à arte e cria pontes para engajar as comunidades no urgente tema da preservação da água, como reforça Cleyson Jacomini, Diretor de Clientes, Comunicação e Sustentabilidade da Copasa.
“A arte tem o poder de comunicar de forma universal. Ao apoiar suas diversas linguagens, amplificamos a mensagem de que a água é um bem coletivo, mas finito. Esses murais são mais do que intervenções estéticas; são ferramentas de educação ambiental que reforçam nosso vínculo com as comunidades. A nossa atuação vem no sentido de aliar impacto visual e conteúdo transformador, tornando os reservatórios espaços vivos de diálogo sobre a sustentabilidade”, conclui o diretor da Copasa.
Oficinas
Além da entrega dos murais, a 2ª edição do Arte nas Águas de Minas promove uma oficina de arte urbana gratuita em cada um dos municípios participantes, coordenadas pelos artistas locais selecionados pelos editais. Na capital mineira, as aulas acontecerão em dezembro, em data ainda a ser definida. Os detalhes, como horários e inscrições, serão divulgados nos canais oficiais do projeto.
Entregas em Brasília de Minas
Neste ano, a 2ª edição do Arte nas Águas de Minas tem mudado a paisagem e o dia a dia de seis cidades mineiras. Depois da entrega das obras em Alfenas, Brasília de Minastambém teve as obras concluídas com sucesso neste mês, a partir dos trabalhos realizados pelos artistas Paulo Henrique Barboza Magalhães (PH Arts) e Abias Gabriel Pereira, selecionados por edital, e Thiago Mazza, convidado nacional para esta etapa.
Já em Frutal, Pompéu e Teófilo Otoni os trabalhos seguem a pleno vapor, em ateliês montados a céu aberto — proporcionando ao público contato direto com os artistas durante a produção das obras, uma marca registrada do Arte nas Águas de Minas.
Para a diretora da APPA – Cultura & Patrimônio, Siomara Faria, a chegada do projeto a Belo Horizonte, depois das primeiras entregas de grandes obras artísticas pelo interior de Minas Gerais, cria uma rede de reflexão crítica sobre sustentabilidade em todo o estado, a partir da valorização do olhar de artistas regionais sobre os locais onde vivem.
“Em seu segundo ano, o Arte nas Águas de Minas se firmou como um projeto de profundo impacto social por onde passa. Os grandes murais que estão ocupando as cidades mineiras têm se tornado verdadeiros legados para os moradores, são novos cartões postais, símbolos de beleza e de fortes reflexões. Em Belo Horizonte, tenho certeza que as novas pinturas serão motivo de orgulho e também de um olhar mais crítico e atento para o ambiente em que vivemos”, avalia Siomara.
Presidente da APPA – Cultura e Patrimônio, Xavier Vieira reitera o potencial transformador do projeto, destacando seus principais desdobramentos. “A segunda etapa do Arte nas Águas de Minas vem chancelar a importância do projeto como fomentador de transformação social, ambiental e cultural para a sociedade. Além disso, vem reforçar nossa parceria com a Copasa, e contribuir para seu vínculo com as comunidades do entorno de seus reservatórios, que podem desfrutar de uma galeria a céu aberto, que reflete sobre temas caros ao cenário contemporâneo”.
Histórico
Na primeira edição do Arte nas Águas de Minas, entre outubro de 2024 e março de 2025, foram criados murais para outras seis cidades mineiras, assinados pelos artistas Bicicleta Sem Freio, Pinguim e Mika (Divinópolis); Juliana Gontijo, Rafael Lacruz e Zi Reis (Contagem); Ramon Martins, Matheus Black e Marlette Menezes (Araxá); Fênix, Prado Neto e Tadeo 180 (Pouso Alegre); Bozó Bacamarte, Bela Parada e Léo Caxeta (Montes Claros); Luna Bastos, Thiago Moska e Leonardo “Cisco” Advíncola (Coronel Fabriciano).
Nesta segunda edição, além dos novos murais, também está prevista uma exposição de arte inédita, a ser realizada em dezembro, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte.
APPA – Cultura & Patrimônio
A APPA – Cultura & Patrimônio é uma associação cultural, sediada em Belo Horizonte, de fins não lucrativos, que tem como principal objetivo a promoção de iniciativas artísticas, culturais e patrimoniais que favoreçam o desenvolvimento socioeconômico.
Em mais de 30 anos, a APPA desenvolveu, gerenciou e executou, com sucesso, mais de 240 projetos aprovados em diversos mecanismos de financiamento cultural, como leis de incentivo à cultura e fundos culturais, além do gerenciamento e execução de convênios, termos de parceria, contratos de gestão, termos de ajustamento de conduta, patrocínios não incentivados, entre outros.










