O sistema anti-odor instalado pela Copasa na barragem da Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte, sofreu vandalismo e furto. Durante visita de rotina no local nesta terça-feira, equipes da Companhia identificaram uma completa depredação das instalações no local, com furto de material elétrico e vandalismo nas instalações do equipamento, que acabaram por interromper o funcionamento completo do sistema. A Copasa registrou um boletim de ocorrência na tarde de hoje.
Com investimentos na ordem de R$ 240 mil, o sistema anti-odor foi instalado recentemente pela Companhia em uma unidade chamada caixa de manobras, próxima ao Aeroporto da Pampulha. Por essa unidade passa — com vazão de cerca de 1.200 litros por segundo — o esgoto coletado nas bacias da Lagoa da Pampulha e em parte do município de Contagem, que é conduzido para tratamento na ETE Onça. É o movimento brusco, provocado pela mudança no fluxo dos efluentes, que libera gases com mau cheiro, como o gás sulfídrico. Para evitar que esses odores se espalhem pela região, o novo sistema funciona como um grande filtro de ar, removendo as altas concentrações de gases e neutralizando-os. Porém, sua operação foi comprometida pela ação criminosa.

A presidente da Copasa, Marília Carvalho de Melo, esteve no local para avaliar a situação, acompanhada de representantes da Polícia Civil, Polícia Militar e Guarda Municipal, e disse que serão tomadas todas as providências para responsabilização do ato. “É um ato de vandalismo, de depredação de um investimento relevante para a cidade de Belo Horizonte, considerando o problema recorrente que nós temos de odor na Lagoa da Pampulha. Então, eu queria agradecer todas as instituições que estão empenhadas para que possamos buscar uma solução e não deixar que isso ocorra novamente”.

A instalação do sistema anti-odor é um compromisso da Copasa com a Prefeitura de Belo Horizonte para neutralizar possíveis mau cheiro provenientes da unidade de esgoto instalada na região. A Companhia providenciará o reparo do equipamento. Por se tratar de serviço especializado e considerando a extensão do dano, a previsão é de que o conserto seja concluído em cerca de um mês. Além disso, a Copasa também está investindo na instalação de câmeras para ampliar a segurança no local.










