A Copasa abriu a nova edição do projeto Arte nas Águas de Minas, iniciativa patrocinada pela companhia por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura que transforma instalações operacionais de saneamento em obras de arte urbana. Com esta nova etapa, estão abertas as inscrições gratuitas para artistas visuais e grafiteiros residentes em Patos de Minas, Varginha, Timóteo, Pedro Leopoldo e suas respectivas regiões.
Os interessados podem se candidatar no Edital nº 048/2026 até às 23h59 deste domingo (20/09), por meio do formulário online (forms.gle/wMfrtAFJuNieo5LU6). Serão selecionados dois artistas por município para a criação de murais de aproximadamente 80 metros quadrados baseados na temática hídrica, além da realização de oficinas gratuitas de arte urbana com duração de até quatro horas para as comunidades locais. Cada selecionado receberá um cachê total de R$ 6 mil, sendo R$ 4 mil pela produção do mural e R$ 2 mil pela condução da atividade pedagógica.
Podem participar do processo seletivo pessoas físicas maiores de 18 anos, brasileiras ou naturalizadas, além de pessoas jurídicas e Microempreendedores Individuais (MEIs), desde que atendam aos critérios de residência previstos no edital.
A inscrição é inteiramente gratuita e exige a apresentação de documentos como portfólio de trabalhos anteriores, currículo e comprovante de residência. As vagas contemplam artistas de Patos de Minas e região, Varginha e região, Timóteo e o distrito de Cachoeira do Vale, além de Pedro Leopoldo e seus distritos.
Diálogo e integração
O projeto busca aproximar a população dos temas de saneamento e educação ambiental ao dar novas cores, formas e significados a reservatórios e muros operacionais que costumam passar despercebidos na rotina das cidades.
A superintendente de Comunicação da Copasa, Lucélia Morioka, ressalta que a iniciativa vai além de alterar a aparência das estruturas operacionais ao transformar equipamentos técnicos em espaços de diálogo e integração comunitária. Segundo a gestora, quando uma estrutura hídrica passa a dialogar com a população por meio da arte, ela deixa de ser apenas um equipamento inserido na paisagem, passando a despertar curiosidade, gerar conversa e criar uma oportunidade real para aproximar as pessoas de um tema essencial.
O marco inicial desta terceira edição ocorreu no início de setembro durante o HackTown, em Santa Rita do Sapucaí, um dos principais festivais de inovação, tecnologia e cultura de Minas Gerais, com a inauguração do mural Samadhi, assinado pelo artista visual e muralista Caio Ronin.
Desde sua criação em 2024, o Arte nas Águas vem consolidando uma galeria a céu aberto em território mineiro, já tendo percorrido as cidades de Divinópolis, Contagem, Araxá, Pouso Alegre, Montes Claros, Coronel Fabriciano, Alfenas, Brasília de Minas, Teófilo Otoni, Frutal, Pompéu e Belo Horizonte. Ao longo dessa trajetória, artistas convidados e talentos locais deram diferentes interpretações ao tema da água, levando aos muros reflexões sobre natureza, memória, ancestralidade e a relação das comunidades com seus territórios.
Lucélia Morioka reitera que, mais do que acrescentar cor à paisagem, a proposta central é criar pontos de encontro entre arte e educação ambiental, utilizando uma linguagem acessível e capaz de despertar a atenção para a preservação de um recurso essencial à vida.
A realização do projeto é do Ministério da Cultura e da APPA – Cultura & Patrimônio, com patrocínio da Copasa via Lei Federal de Incentivo à Cultura e curadoria assinado pela artista Juliana Flores, da Pública Agência de Arte.









