
Com o tema “Construindo o nosso parque: as matas vivem, o Onça corre”, o 18º Deixem o Onça Beber Água Limpa reuniu moradores, escolas, lideranças comunitárias, representantes do poder público e instituições parceiras em uma grande mobilização pela recuperação ambiental do Ribeirão do Onça e pela valorização das comunidades do Baixo Onça.

Promovido pelo Conselho Comunitário Unidos pelo Ribeiro de Abreu (COMUPRA), o evento foi realizado no Parque Escola Jardim Belmonte, no bairro Belmonte, em Belo Horizonte, com uma programação voltada à educação ambiental, cultura, esporte e participação comunitária.
Realizado tradicionalmente no segundo sábado de junho, em referência ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, o encontro tem como objetivo fortalecer a conscientização sobre a importância da preservação dos recursos naturais e ampliar o debate sobre as ações necessárias para a recuperação do Ribeirão do Onça e de toda a sua bacia hidrográfica.

Ao longo da programação, os participantes puderam acompanhar apresentações culturais, oficinas educativas, atividades e ações de conscientização ambiental. A iniciativa também destacou o papel das áreas verdes, das matas ciliares e dos rios urbanos como elementos fundamentais para o equilíbrio ambiental e para a qualidade de vida da população.

A Copasa participou do evento com a Oficina de Resíduos Sólidos, uma ação educativa que apresentou aos moradores os impactos do descarte incorreto de resíduos no meio ambiente, especialmente nos cursos d’água. A atividade buscou estimular mudanças de comportamento no dia a dia e reforçar a importância da participação da comunidade na preservação dos recursos naturais.
Para a presidente do COMUPRA, Carla Wstane, a realização da 18ª edição do evento representa a força de uma mobilização construída coletivamente ao longo dos anos.
“É motivo de muito orgulho chegar à 18ª edição do Deixem o Onça Beber Água Limpa. Um evento como esse exige dedicação, diálogo e construção permanente. Tudo que trazemos para este encontro é trabalhado durante todo o ano. Conseguir reunir, por 18 anos consecutivos, comunidade, entidades, terceiro setor, poder público e diversas autoridades em torno do Ribeirão do Onça fortalece a nossa luta”, destaca.

A parceria entre a Copasa e o COMUPRA também foi ressaltada pela analista socioambiental da Companhia, Maria Cristina Canuto, que destacou a importância da união entre instituições e moradores para a transformação ambiental da região.
“É uma parceria fundamental porque envolve não apenas o COMUPRA, mas toda a comunidade do Baixo Onça, que tem um objetivo comum: preservar o Ribeirão do Onça. A Copasa contribui com sua estrutura de coleta e tratamento de esgoto, mas a recuperação do rio depende da participação de todos. O Onça não será preservado sozinho; é preciso cuidar de toda a bacia”, afirma.
Segundo Maria Cristina, a atuação conjunta é essencial para que projetos de recuperação ambiental avancem. “Tem diversos parceiros envolvidos, como poder público, universidades, organizações sociais e movimentos ambientais. Todos contribuem para fortalecer esse objetivo comum de preservar o Ribeirão do Onça”, completa.
Moradora da região e educadora ambiental, Adriane Rodrigues reforça que a preservação do Ribeirão do Onça depende também das atitudes cotidianas da população.

“O Ribeirão do Onça tem uma importância muito grande porque ele depende dos córregos menores que o alimentam. Precisamos cuidar de toda a bacia. Não adianta apenas o poder público fazer a sua parte se a população não contribuir. O cuidado diário, no território onde vivemos, é o que vai refletir na qualidade das nossas águas”, destaca.
Para Adriane, eventos como o Deixem o Onça Beber Água Limpa têm um papel importante ao dar visibilidade à causa e celebrar as conquistas construídas coletivamente. “É uma oportunidade de lembrar o que ainda precisa ser feito, mas também de mostrar a potência da luta do coletivo e valorizar tudo o que já foi conquistado”, finaliza.